terça-feira, 30 de janeiro de 2007

Sumiço

Vida offline e uma longa viagem à Canoas dia 4, domingo. Passei pra segunda etapa dos exames de admissão à Escola de Especialistas de Aeronáutica e só volto no dia 14. Muitas coisas para contar, pouco tempo para falar. Volto logo, podem esperar! E ah, torçam por mim!

quarta-feira, 17 de janeiro de 2007

Proibido para cabelos compridos

Imagina que você, mulher (ou homem também, para os adeptos da modinha), não tenha pisado num salão de cabeleireiros durante alguns anos da sua vida e com isso, cultivou compridas madeixas que batiam na cintura. Agora, imagine também, que seu cabelo é a parte do corpo que você mais gosta, trata, hidrata, massageia, gasta horrores mensais com xampus, condicionadores, tinturas, cremes e mais cremes. Pois então, você tem verdadeira adoração por seus fios capilares e passa horas em frente ao espelho, dia após dia, escovando-os, inventando mil penteados diferentes e se derrete quando alguém elogia o brilho e comprimento do mesmo. Agora, imagine que de uma hora para a outra, você simplesmente olha-se no espelho e vê uma outra mulher, de cabelos completamente curtos e sem graça. (Não que cabelos curtos sejam sem graças, mas certamente seriam para quem os usava beirando a cintura). Pois é, agora tente entender que não foi você quem o cortou, mas sim, teve-os roubados. Exatamente isso: roubados. Foi exatamente o que aconteceu dias atrás com uma mulher (que poderia ser eu ou mesmo outra qualquer), dentro de um transporte coletivo, no Rio de Janeiro, ao sair do trabalho e regressar para casa. Sinceramente eu pensei que já tinha visto de tudo na minha vida, mas percebo que será melhor eu trocar tudo o que conheço por metade daquilo que ignoro. Já vi ladrões de carro, de bicicleta, de bolsas de madame (e de não-madames), ladrões de banco, pé-de-chinelo, mas confesso que nunca vi ladrões de cabelos. E mais: com experiência em cortá-lo. Seria esse assaltante um ex-cabeleireiro desempregado, com dívidas a pagar e que só lhe restou o conhecimento capilar, para reconhecer belas madeixas que pudessem ser vendidas, para enfim, lucrar uma grana? O Rio de Janeiro me surpreende a cada dia, não é a toa que ver tropas desfilando de arma em punho enquanto se passeia na rua, já se tornou habitual e confortável para nós, meros transeuntes portentores de cabelos longos, porque até isso, minha gente, corremos risco de perdermos numa simples e rotineira viagem num ônibus qualquer.

Sem Querer

Rio de Janeiro
Das belezas naturais
Do que adianta tudo isso
Se lhe falta a paz?

Rio de Janeiro
Terra do sol e do mar
Samba o ano inteiro
E notícias pra estampar

Rio de Janeiro
Das mulheres bronzeadas
Das camisas suadas
Da baía ensolarada

Rio de Janeiro
Que um dia achei perfeito
Meu grande Rio festeiro
Será que não tem mais jeito?

Quando você acorda ouvindo o pipocar de tiros de algum morro distante, você entende porque poesia nasce “sem querer”.

terça-feira, 9 de janeiro de 2007

. NonSense .

Bom, eu sei que hoje é um dia muito esperado pela mídia, pois é o dia em que a casa mais vigiada, abre suas portas para receber os novos irmãos e irmãs do Brasil, mas ainda assim, não vou perder meu tempo e minhas palavras para comentar sobre um programa que já ficou bem nítido quais são as propostas. Já está todo mundo cansado de saber que não existe mais sorteio porque os vencedores acabam sendo sempre os fracos e oprimidos da casa. E sabemos também, que a cada nova edição o Big Brother Brasil fica mais parecido com a Casa dos Artistas. E é por essas e outras que não cederei mais um parágrafo sequer para comentar que a maioria dos brasileiros não vai resistir em assistir uma vez ou outra os babados e barracos da casa.
O que eu quero contar dessa vez, são pequenos fatos que aconteceram no meu ano de 2006, classificando ele na categoria do ano mais bizarro e nonsense da minha vida. E por causa disso, vou fazer um TOP “Os Cinco Mais” aqui.

E o 5º Lugar vai para:
A minha “meia- prima” que após entrar no túnel fantasma do Terra Encantada (Parque de Diversões do Rio de Janeiro), e perceber o Jason montando em cima do seu carrinho, resolveu mandar beijinhos e piscadinhas para o pseudo-protagonista das Sextas-Feiras 13, que ficou derretido e retribuiu com tchauzinhos, após ouvir encantado: “Você fica tão sexy com essa máscara...”.

4º Lugar:
Fatos estranhos aconteceram dentro do meu apartamento, como por exemplo, um filhote de gavião (!!!) entrar voando pela janela e fazer de nós – pobres mulheres – encolherem-se num canto da sala, sem coragem para chegar até o interfone e chamar o porteiro, que, quando finalmente apareceu, não parava de rir das nossas assustadas fisionomias. Dias depois, foi a saga das cigarras: uma delas chegou a me acordar pela madrugada, quando pousou violentamente em meu rosto.

3º Lugar:
Outra vez no Terra Encantada, porém, com uma amiga, no Portal das Trevas, espécie de Túnel Fantasma, mas que você anda no escuro ao invés de estar comodamente sentada num carrinho. Ao correr, seu pequeno All Star vermelho perdeu-se dentro do Portal e ela, sem reação alguma após sair de lá, sentou-se no chão do parque e minutos depois, pôde ver, ao longe, a figura do Conde Drácula, em plena luz do dia, segurando o calçado em uma das mãos e vindo entregá-la, com um sorriso maquiavélico.

2º Lugar:
Na esquina de uma rua qualquer, em frente à um açougue, um mendigo bradava com o vazio: “- Se você não parar com isso eu vou te esquartejar!”. E com a mão, fazia gestos para o nada, como se estivesse segurando um facão. Esse mendigo é tão esquizofrênico, que já pude vê-lo oferecendo café para uma árvore, em anos mais remotos.

1º Lugar:
Essa vai para a minha meia irmã, que na casa de praia, deu por perdido o seu celular, que um ano depois, foi encontrado dentro do cano da privada do banheiro da casa, cujo qual, ninguém entendia bem porque vivia entupido.

Enfim, ocorreram muitas outras coisas que seriam dignas também de uma boa classificação, como no dia em que fiz uma viagem para Curitiba, saindo do Centro do Rio e o motorista do ônibus ainda pegaria alguns passageiros em outras localidades bem distantes, como Campo Grande e Marechal Hermes, e no fim desse trajeto que nos levou horas, ele aparece no corredor do ônibus e grita: “Pelo amor de Deus, eu não agüento mais fazer tour pelo subúrbio!!!”, mas a lista seria grande demais. Não sei se esse ano me reserva tão “agradáveis” novas surpresas, mas o importante mesmo é não se preocupar com bobagem, ou se você fez algo sem sentido e nem ficar esquentando a cabeça com os rumos da humanidade, mas sim em como aproveitar a sua vida.

quinta-feira, 4 de janeiro de 2007

. Cicarelli versus Youtube versus Eu .

Em tempos mais remotos, minha vida na Internet se resumia basicamente à manutenção do meu antigo Blog, conversas esporádicas no MSN e no Chat da UOL, quando este ainda prestava e não era tão decadente como hoje. Nem era preciso assinar banda larga: o tempo utilizado para tão poucas coisas no mundo virtual não necessitava de um computador ligado 24 horas. Aí, primeiramente, ficamos viciados no Orkut. E você, caro leitor, sabe como é: uma vez logado e por mais que você diga que só vai “dar uma olhadinha”, percebe o efeito do “um perfil leva a outro” ou “uma comunidade leva a outra”, definições bem curtas e práticas de qualquer usuário. Logo, surgiu o Youtube e mais um vício em nossas vidas. Basta ver a quantidade de vídeos no ar em tão pouco tempo e a impressionante diversidade de filminhos produzidos caseiramente no Brasil. E até mesmo por causa desses dois vícios, é que o nosso universo blogueiro tornou-se mais vazio e escasso do que era em seu tempo auge. Pois é, eu também fiquei viciada no Youtube e também tenho vídeos lá. Acontece que, para desespero total dos usuários do site, ele poderá ser retirado do ar, no Brasil, por ter exposto o vídeo de Daniella Cicarelli, em sua tarde de amor numa praia da Espanha. E eu que pensei que essa história já tinha dado o que tinha de dar, vejo essa notícia no site da Globo (Fonte ).
Agora, pensem comigo: na hora do bem-bom e de se expor lá na praia com o namorado, não se importando com quem estivesse olhando, será que ela esqueceu de que era famosa? Quem está na chuva é para se molhar e quem está na praia fazendo algo que não seja tomar sol ou banhar-se, também. Direito à privacidade ou intimidade? Voilà! Se ela quisesse não ser vista, não se arriscaria desta forma! Uma maioria não pode pagar porque um indivíduo qualquer foi lá e filmou e outros decidiram propagar pela Internet. E por que tanta preocupação com um site mundialmente conhecido, se é nos pequenos hospedeiros de vídeo que ainda se encontra algo do tipo? Agora eu, serei obrigada a ficar sem meu Youtube porque Daniella Cicarelli resolveu dar piti e não quer vestígios de sua fama como protagonista de um filme pela primeira vez na vida, depois de todo mundo já tê-lo visto? Francamente...

terça-feira, 2 de janeiro de 2007

. Acontece nos melhores condomínios .


Como se não bastassem as coisas surreais que acontecem no meu condomínio, agora deram para roubar revistas e jornais que são colocados em cada porta. Isso quando sua leitura diária não aparece remexida dentro do pacote original. Esqueçam dos suplementos especiais: estes interessantemente nunca estão lá. Suspeito que algum dia, a cara de pau será tanta, que recolherão todo o jornal e deixarão nas portas apenas os prospectos de propaganda. O jeito para quem assina algum diário especial é acordar com as galinhas antes que as galinhas acordem. E literalmente protagonizem a “Fuga das Galinhas”: com o seu jornaleco na mão, é claro. Há um tempo atrás, a minha mãe assinava uma revista dessas de moda feminina e eu sempre achei interessante o fato da mesma não vir empacotada em algum plástico, com alguma etiqueta dessas adesivas com o nome do assinante. E foi numa pergunta tão infantil: “Como sabem que é a senhora que a assina se não tem nenhuma identificação?”, que resolvemos ter a brilhante idéia de entrarmos em contato com a editora e percebermos que na verdade, a revista vinha cuidadosamente empacotada e etiquetada. Não precisou muita astúcia para nos dar conta de que a revista só chegava em nossas mãos, após a leitura da senhora dona esposa do porteiro do edifício. Foi preciso uma reclamação, é claro, para a partir de então, chegar mensalmente com as características de uma nova revista. Hoje em dia como nós só assinamos a revista de programação da tv a cabo, não temos essa preocupação, afinal de contas, o porteiro não faz parte do ‘mundo dos nets’, ainda. Mas ele continua lá, todas as manhãs, sentado em sua velha cadeira, pito no canto da boca e o jornal fresquinho do dia nas mãos.

segunda-feira, 1 de janeiro de 2007

. Ano novo de velhas rotinas .

Bom, agora que se passaram todas as comemorações, nós, como legítimos cidadãos brasileiros, vamos aguardar ansiosamente pelo feriado carnavalesco. Porque ninguém se lembrou ainda que a partir do dia dois do ano, a labuta diária continua e não muito diferente do que foi no ano passado. E como um verdadeiro “Show de Truman”, vamos passar por situações semelhantes a outras já vividas e colocar a culpa no Déjà vu. Vamos assistir novamente ao Big Brother Brasil e ao Campeonato Brasileiro. Iremos acompanhar as novelas das nove horas e continuaremos com nosso transtorno obsessivo compulsivo por Internet. Mas é muito bonito ver aqui no Rio, por exemplo, uma Copacabana lotada por gente querendo um ano diferente. Essa mesma gente que comete a violência de amanhã. Essa mesma gente que assassina os votos de virada no decorrer dos dias. O ano é novo, mas a rotina é velha. Foi muito bonito ver de dentro do meu apartamento, uma queima de fogos digna de fazer qualquer turista perdido achar que já se encontrava nos arredores de Ipanema. E eu moro bem longe disso. Não tinha show por perto e foi recusável tentar assistir o “Show da Virada” da Rede Globo. Mas os poucos vizinhos remanescente de uma maioria que abandonou meu condomínio nos festejos, se encarregaram de animar o ambiente. Tiveram famílias acordadas até o amanhecer, brincando de “verdade ou conseqüência”. Alguns vizinhos abriam Sidras Cereser que eram explodidas janela abaixo. Enfim, posso dizer que o clima foi quase de um reveillon praiano, faltando só a praia e as Palmas, é claro. Em contrapartida, também não enfrentei multidão e não fiquei na chuva.