terça-feira, 20 de março de 2007

Empty Eyes

Enquanto olhava através de sua janela, via o mundo extremamente engraçado. Pessoas e Pessoas. Multidão. O careca e o cabeludo. A madame e o mendigo. A pobre mulher bonita. A rica mulher feia. De cabeça para baixo: o mundo, sua rua. Visto através do décimo andar. Segundo plano: do alto. Lá em cima a gente vê melhor. De lá era possível saber que aquela esquina cortava um caminho que poderia ser menos longo para muita gente. De cima é mais fácil achar a saída. Do alto a certeza de não errar era quase uma vontade de descer. Descer e fazer parte. De baixo. Ser multidão. Mais um entre tantos outros mais. Porque às vezes é preciso parar de ser. Para existir.

Anotar na agenda: A falta de doce está me afetando. Preciso parar de pensar muito.


"Todo ponto de vista é a vista de um ponto".
Leonardo Boff.

3 comentários:

Marcelo disse...

Interessante esses seus pensamentos dispersos.
Faço muito isso mesmo que inconscientemente.
Preciso urgentemente encontrar o botão de "off" para meu cérebro à mil por hora.

Legal aqui, gostei.

Kisses.

Alf. disse...

hum... Bastante poético... Gostei muito. Despertou-me uma “parada” na cabeça, espero poder
externá-las breve. Breve...

e saiba q tudo mundo é desenhista em potencial... So um pouquinho de treino que rola fácil fácil ueheuehe ;b bjoo

Jô Beckman disse...

O meu ponto de vista é do primeiro andar! adorei o texto :o))
beijos