quinta-feira, 26 de abril de 2007

sábado, 21 de abril de 2007

No Limite

Lembram daquele programa apresentado pelo Zeca Camargo, antes da febre do Big Brother, quando um grupo de pessoas ia para o meio da mata e viviam à mercê dos limites do corpo? Pois é. Muita gente diria que seria um exagero meu querer comparar a situação ao que eu vivi lá em Porto Alegre nessa semana que passou, mas posso garantir que, se não estive no limite, foi muito próximo a andar sobre a corda bamba num penhasco. Sem exagero algum, foram praticamente três noites sem dormir e muito exercício. Coisas que só a Aeronáutica proporciona à você. E também a prova de que milagres podem acontecer e de fato existem, ultrapassando as leis de Murphy, que insistiam em me perseguir, quando, pela primeira vez, consegui realizar o salto de 1.40m de distância, coisa até então impossível para mim nos treinamentos que fazia em casa e na academia. Lembram da Rose de "Titanic", ao fechar o olhos e inacreditavelmente acertar as algemas de Jack, quando o navio afundava, com uma machadada certeira num espaço ínfimo entre as duas mãos? Pois foi algo parecido: fechei os olhos, respirei fundo e saltei. Ao abrir, estava eu lá: 1.50m a frente. Mais dez centímetros para tirar onda. A adrenalina naquele hangar de Canoas/Rs da manhã de terça feira era tanta, que eu nem senti as doze flexões e as vinte e seis abdominais. Agora já não digo o mesmo para a corrida, cuja qual foi feita debaixo de um sol quente de meio-dia. Nem o boné me ajudou: começava a perceber que não iria dar para percorrer aqueles quase 2km, mas novamente coloquei os bofes pra fora e sebo nas canelas, consegui realizar o exercício, caindo estatelada sobre o gramado logo após, dando graças à Deus e ao meu São Jorge por mais uma vitória nesse concurso que já se estende desde dezembro (e eu tenho uma promessa a pagar). Agora é só esperar o resultado oficial, pois eu ainda sou a primeira reserva, né? (É triste, mas é fato).Bom, mas o melhor disso tudo é perceber que existem pessoas legais por aí nesse mundão afora (uma homenagem quase implícita - se não fosse eu dizer - ao Dr. Rafael e ao Capitão Rafael, ambos de mesmo nome, por sinal, nome de anjo). É aprender lições que certamente você não aprenderia no seu corriqueiro dia a dia. É bom sentir que o mundo não está perdido, que existe gente querendo ajudar e que você não é só mais um na multidão. Conheci muita gente bacana lá em Porto Alegre e que, se não fosse por eles, talvez eu não tivesse o que contar agora. Talvez não tivesse vivido no limite e então, não sentiria neste instante, a tão saborosa sensação de missão cumprida. Agora, voltemos a vida normal.

domingo, 15 de abril de 2007

See you soon

Lá estou eu indo outra vez para Porto Alegre, sob os olhares atentos de Murphy. Sim, ele mesmo, minha gente. Conto depois o porquê. Mas só quando eu voltar, para não correr o risco de deixá-lo ainda mais irritado e minha sorte aumentar. Inté mais ler!