sexta-feira, 18 de abril de 2008

E é só o começo...

Existem alguns momentos da vida da gente que gostaríamos muitíssimo de ter estado com uma câmera fotográfica nas mãos, para que pudéssemos tê-los registrados para a posteridade, para o deleite dos futuros e prováveis filhos, para o deleite dos futuros e prováveis netos e para o deleite de nossa futura e solitária saudade.

E então, a espera. Chá de paciência agonizando os dias, tornando-os lentos demais para suportar o terror das horas que lentamente cumpriam sua marcha. Depois a tensão e o medo. Medo terrível de terminar sozinho, medo mesmo que o medo matasse... antes que chegasse o dia.

A luta. O suor derramado, o medo ainda estampado e a vontade inerente de vencer, apenas... Vencer. E quem foi que disse que não se consegue tudo aquilo o que se deseja ardentemente? Tudo aquilo que se tornou motivo de existência?

Depois de todo o cansaço, acabados, ali, quando todos se abraçaram e num grito uníssono bradaram a vitória, eu pensei: ninguém me disse que seria fácil, aliás, não foi nem um pouco fácil, só me disseram que valeria a pena.

E naquela roda de sorrisos, entre gritos, pulos e giros, eu percebi que realmente valeu. E a minha vida está apenas em seu preâmbulo. Um tímido prefácio.

Única foto do dia mais incrivel da minha vida, teste físico da Aeronáutica, última etapa que dá início a uma eterna ralação...