quarta-feira, 31 de dezembro de 2008

Antes de 2009

E é claro que 2008 deveria ser fechado com chave de ouro, a não ser por pessoas hipócritas que ainda teimam em acreditar em seus próprios brios (leia-se caixa de comentários do post anterior). Então, quando o nível de falta de inteligência alheia chega a atingir índices extratosféricos, é hora de falar alguma coisa.


Perseguidores: Eu não sei o que vocês pretendem, e também não quero saber. Eu não sei quem são vocês, e também não quero saber. Eu não sei o que vocês querem dizer, e também não quero saber. Peço, no entanto, que vocês arrumem algo melhor para fazer da vida, já que deixar comentários anônimos e idiotas em blogs é coisa de quem não tem o que fazer.



Enquanto isso, na vida real...

* Meu trabalho na Academia da Força Aérea na parte dos diplomas continua intenso. Isso deve piorar com a chegada dos cadetes em 2009.

* Minha vida na pacata Pirassununga e a saudade do RJ e BH também continua e essa não deve mudar muita coisa nos próximos anos.

* Meu dinheiro continuará sendo gasto em muita bobagem, afinal, ele é meu não é ?

* Em 2009 saberei o sexo do meu sobrinho (ou sobrinha) e isso facilitará muito a escolha da cor das roupinhas, afinal, o pseudo-indivíduo já tem um bom enxoval verde-amarelo, brasileiríssimo.

* Em 2009 continuarei viajando muito. Próximos roteiros para Janeiro: Belo Horizonte e Hopi Hari (SP). Mas que Julho aguarde as minhas férias...!

* Em 2009 também sei que pessoas frustradas (para voltar ao assunto do início do Post) ainda existirão na face do Planeta Terra (e eu só não as cito aqui por educação - coisa que falta na vida delas). Sei também que nada que eu faça ou tente fazer poderá mudar a cabecinha medíocre dessa gente, apenas acentuar a raiva mesquinha e equivocada delas. Mas quer saber? Isso tem sido muito bom para mim. Afastei-me de gente que não servia para se procriar amizade e estou aprendendo a lidar com indivíduos que não enxergam nada além do próprio nariz.

Bom, para finalizar, desejo boa entrada de ano aos leitores deste blog, boas festas, comemorem com saúde e aproveitem o feriado porque depois do dia primeiro começa tudo igual outra vez. Mas um pouquinho de pensamento positivo ajuda...


E para os cariocas (ou não) que forem comemorar em Copacabana como eu, bastante prudência!



Volto em 2009!

Em Tempo: Os comentários deste blog passarão a ser moderados (pois não posso evitar malandragem cibernética enquanto viajo o tempo inteiro), mas não apagarei os comentários ridículos do post anterior, a não ser que os próprios autores façam isso. E por razões óbvias, mais uma vez mudei nome do Blog. Assim não há criatividade que resista...


quarta-feira, 24 de dezembro de 2008

Noite Feliz

Então é Natal... Outra vez! Meu primeiro Natal como militar, meu primeiro Natal com dinheiro, meu primeiro Natal sabendo que no próximo meu sobrinho (ou sobrinha) terá nascido, meu primeiro Natal cheio de novidades e também cheio de mesmices como o mesmo chester de sempre, as mesmas rabanadas, as mesmas músicas depressivas, a mesma sensação de alegria misturada numa atmosfera de confraternização. Na minha casa só faltou mesmo a árvore de natal, que já não é mais montada desde que eu e minha irmã deixamos de acreditar em Papai Noel, embora ainda exista o espírito comercial bastante presente em nossas vidas.

Então é Natal... Dia de trocar presentes, comer e beber a noite toda, mas sem esquecer o verdadeiro significado dessa data. Afinal, dor de cabeça após verificar o saldo da conta bancária só depois do Reveillon... E se o saldo for negativo, pelo menos faça o saldo das festas ser positivo (e agrade seus chefes com presentinhos, isso pode valer o ano todo!).


Boas comemorações natalinas para os leitores deste blog!


sábado, 13 de dezembro de 2008

O Peixe Roncador*

"Há tanto tempo que eu deixei você
Fui chorando de saudade
Mesmo longe não me conformei
Pode crer
Eu viajei contra a vontade..."
(Roupa Nova - A Viagem)



Saudade é assim: a gente só entende quando não tem mais a certeza dos que são queridos por perto. Bastaram três dias na cidade de Pirassununga, SP, para que eu entendesse que família, por mais estranha que seja, nunca é tão estranha quando fica longe. Fazem quase cinco dias que voltei para o Rio de Janeiro e nunca dei tanto valor a pequenos momentos curtidos junto com as pessoas que dividi os vinte e quatro anos da minha vida. Domingo é dia de viagem, dia de enfrentar quase noves horas num ônibus que me distancia de quem amo, distancia-me do conforto e da segurança caseira para me atirar na ingrata vida militar, não mais ingrata por saber que eu mesma a escolhi.

Nos poucos dias em que estive na cidade de Pirassununga (minha futura moradia pelo menos nos próximos quatro anos) pude perceber que estive aterrorizada (vide post anterior) à toa. É evidente que a cidade não pode sequer ser comparada a uma vida carioca (embora tenha até uma estátua de Cristo Redentor na entrada da cidade), mas é confortável. O comércio local no centro de Pirassununga não é contestável. Encontra-se nele até mesmo as Lojas Pernambucanas, cuja qual não vejo mais desde minha tenra idade.

Sorveterias aos montes, uma em cada esquina. Bares, restaurantes, ponto turístico como Cachoeira das Emas (ainda que eu tenha tentado procurar atrativo lá e não tenha encontrado), vale a pena pelo passeio. Uma praça com coreto, igreja, mercados, faculdades e meu trabalho na Academia da Força Aérea, ocupando uma área muito maior do que a própria cidade.

O único problema que encontrei em Pirassununga foi a distância de alguns lugares (principalmente de onde moro até a Academia). Muitas ladeiras e a necessidade iminente de se comprar um carro. Afora isso, a cidade do interior de São Paulo que fica nas proximidades de Ribeirão Preto, não é tão feia como pintam ou pelo menos, como pintaram para mim. Acredito que conseguirei sobreviver aos próximos poucos anos que vêm pela frente, ainda que meu coração sofra por estar longe do Rio de Janeiro (apenas pela família), por não estar montando residência na capital mineira dos meus sonhos, apenas por saber que onze horas da noite eu posso sentar fardada no Bigode Lanches e pedir uma porção de "fusquinha" (leia-se batata-frita) sem me preocupar em ser assaltada. Tem coisas que realmente eu ainda não estou acostumada !



*Pirassununga é uma expressão tupi que significa peixe roncador. Este nome foi dado por causa do fenômeno da piracema: todos os anos, em dezembro, os peixes sobem o rio Moji-Guaçu para a desova e, no esforço para nadar contra a correnteza, emitem sons semelhantes ao de um ronco.

terça-feira, 2 de dezembro de 2008

Nada é tão ruim que não possa piorar ou Alguém tem um trevo aí ?!

“A vida tem horas difíceis pra gente passar
Pedaços quase impossíveis pra se entender... “




Algumas considerações merecem ser feitas antes que eu retorne oficialmente do longo hiatus que habitou a vida deste blog no ano de 2008. Data do último post: 25.05.08, um pouco antes de eu ingressar na Escola de Especialistas de Aeronáutica, em Guaratinguetá, SP e passar longos seis meses em uma rotina dura, corrida e cansativa, o que fez afastar-me deste caderno de rascunhos.

Entretanto, o tempo passou e com ele, o curso também. Formei-me então, há pouco mais de dois dias, em Terceiro-Sargento da Força Aérea Brasileira e nem por isso estou dando pulos de felicidade e contentamento, embora devesse ser exatamente esta a minha atitude e sentimento.

Sabe quando a vida da gente tem tudo para melhorar e de repente você se vê como aqueles desenhos animados, caindo de um penhasco, totalmente sem chão? Pois é exatamente assim que ando me sentindo...



Para início da minha tristeza, após desejar intimamente servir em Belo Horizonte, fui transferida para Pirassununga, interior de SP, cidade-bunda, com perdão de todos os pirassununguenses. Se o mundo tem cu, não tenham dúvidas, esse lugar é lá. E lógico que estou indo contra a minha vontade (a vontade é apenas de desistir) e quase me matando internamente por ter deixado escapar Brasília dos meus dedos, quando pude optar entre as duas cidades.

Entre o desespero de saber que passarei pelo menos os próximos quatro anos de minha vida no círculo anal paulista e a quase certeza de que dividirei o mesmo quarto com pessoas insuportáveis para mim, descubro que irei ser tia. Isso até poderia ser uma ótima notícia, a não ser que sua irmã seja solteira, tenha vinte anos, nunca tenha trabalhado e o pai não seja qualquer um espertalhão que você nunca tenha visto mais gordo.


Em tempo, esclareço aos meus antigos leitores (se é que ainda visitam essa bagaça aqui), que o blog mudou de nome e endereço por motivos pessoais do tipo: pessoas que lêem essa página e não deveriam, mas não deveriam mesmo, ainda que eu saiba de antemão que corro esses riscos ao publicar meus pensamentos na internet. Mas, como seguro morreu de velho e de guarda-chuva...

Parafraseando Murphy, onde nada é tão ruim que não possa piorar, eu espero sinceramente que em Pirassununga exista cobertura para o uso de banda larga móvel, senão esse blog passará por mais um longo (e talvez eterno) período de seca...

Alguém poderia me explicar como uma carioca de coração mineiro conseguirá sobreviver sem Shopping, sem cinema, sem teatro, sem praia e sem tantos “sem” a mais?