quarta-feira, 30 de dezembro de 2009

Cortar o Tempo

Quem teve a idéia de cortar o tempo em fatias, a que se deu o nome de ano, foi um indivíduo genial. Industrializou a esperança, fazendo-a funcionar no limite da exaustão. Doze meses dão para qualquer ser humano se cansar e entregar os pontos. Aí entra o milagre da renovação e tudo começa outra vez, com outro número e outra vontade de acreditar que daqui pra diante vai ser diferente...

Carlos Drummond de Andrade


Boas Festas ! Eu já estou preparada para pular as sete ondas em Copacabana!

quinta-feira, 24 de dezembro de 2009

Xmas

Hoje é dia de comer muita rabanada, chocotone, frutas, peru de natal.... Mas também é dia de agradecer ao aniversariante por toda saúde, paz e felicidade que tivemos neste ano!

Boas Festas e Feliz Natal!

segunda-feira, 21 de dezembro de 2009

Reflexões Jingle Bells...


É... Pode ser que esse seja o meu último post de 2009, pode ser que não. Este ano me trouxe muitas surpresas agradáveis e é bom fechá-lo com chave-de-ouro, imaginando que o próximo será ainda melhor. A gente sempre fica na expectativa acerca das pessoas que irão entrar ou sair de nossas vidas no decorrer das estações. Esse ano eu só lucrei. Sair do Rio de Janeiro para viver no interior de São Paulo e ainda trabalhar numa Academia Militar pode não parecer tarefa fácil no primeiro instante. Mas tudo muda consideravelmente quando você conhece gente legal, pessoas que te entendem e daí surge grandes amizades. Melhor ainda quando uma dessas amizades vira amor. E morrer de amor é bom. Entregar o coração ao sentimento é ainda melhor. E, além de namorado, também ganhei o amor incondicional da minha sobrinha-afilhada, que nasceu exatamente no primeiro dia das minhas férias, em junho, assim que pisei no Rio de Janeiro, como se ela estivesse realmente me esperando chegar. E foi ela que mudou toda a estrutura familiar, sendo por ela que toda a família mudou-se para São Paulo e como será por ela que logo mudaremos para Minas Gerais, pois a sorte foi muito grande, chegando a mudar regulamentos e constituições de tempo de transferência militar. Incrível. É claro também que, neste ano, passei por alguns dissabores. Seja no trabalho, seja na decepção com o próximo ou aturando gente maluca que insiste em pensar que você ainda se lembra delas. É isso aí. A vida é mesmo uma caixinha de surpresas. E por saber que a cada dia que passa, deixo um rabisco na minha história e ao mesmo tempo perco um dia no calendário da eternidade; por saber disso e de muito mais é que vivo o hoje, a hora de agora, o momento presente como o maior dos tesouros que possuo, sabendo de antemão que é impossível segurar os ponteiros do relógio. É por essas e outras que desejo a todos os meus amigos blogueiros e leitores anônimos, os meus mais profundos votos de felicidade, paz e saúde neste Natal e Ano Novo. O resto a gente corre atrás e conquista!

quinta-feira, 26 de novembro de 2009

Preguiça Ideológica

Até gostaria de mudar o mundo, mas...
...tenho que trabalhar.



Até gostaria de mudar o mundo, mas...
...deu preguiça de explicar.



Até gostaria de mudar o mundo, mas...
...esqueci como faz.



Até gostaria de mudar o mundo, mas...
Eu estou esperando alguém começar...


terça-feira, 24 de novembro de 2009

Alma Legendária



Olhares pousados nesse vídeo que hoje é motivo de saudade. E surpresa boa! Todo mundo se lembra bem da época de escola, aqueles tempos em que nossa maior preocupação era apenas estudar e nem sequer percebíamos o quanto isso era bom. Depois que esse tempo passa, ficam apenas as saudades. Lembranças dos amigos, professores, inspetores. E é aí que de repente a gente se depara com um vídeo na internet e sente o coração apertar. Eu não cursei meu segundo grau em escolas ditas normais. Foram quatro anos na Fundação Osório, escola que faz parte do Sistema Colégio Militar do Brasil, situada no Rio Comprido, RJ. Uma Fundação comandada pelo Exército, rígida em seus costumes, que exigia muita dedicação nos estudos e criada inicialmente como Orphanato Osório, para abrigar as filhas órfãs de militares que morriam em combate, uma vez que o Colégio Militar do Rio de Janeiro permitia apenas o ingresso masculino em seu corpo. Hoje, as duas escolas são mistas e, quando passo perto dela, nos dias atuais, percebo o quanto aquele lugar cresceu. E quando vejo crianças tão pequenas carregando a responsabilidade daquele uniforme, sinto-me confiante nas gerações futuras. Eu não teria coragem de assistir uma formatura do corpo de alunos da Fundação, os “Cadetes de Osório”. Acho que não suportaria. Passei por muita coisa naqueles quatro anos e, embora tenha passado a maior parte do tempo numa felicidade quase despercebida, algumas lembranças não são tão boas. Entrei nessa escola pela minha admiração acerca do militarismo e, muitos colegas que se formaram comigo estão trilhando caminhos pelas Forças Armadas do Brasil. Outros, todavia, seguiram caminhos diversos, uma vez que não se adaptavam aos tradicionais costumes escolares. Eu sinto saudades das formaturas, das broncas do Cel Melquíades e de quando ele fazia todo mundo cantar o Hino várias vezes até que ficasse bom. Sinto por não ter permanecido mais tempo no Bandeirante, teria aprendido coisas muito úteis para o que hoje sou: militar. Os sonhos que comecei construindo nas alamedas desta escola se tornaram frutos na Força Aérea Brasileira. E, coincidência ou não, no Distrito FO, eu pertencia ao grupamento Águia Altaneira, Equipe Condor. Quando assisti esse vídeo, me deu uma vontade enorme de pisar naquele lugar, mas se algum dia eu lá retornar, será mesmo para agradecer aos instrutores que um dia me ensinaram a encaixar a boina na cabeça corretamente, que me fizeram desejar a insígnia da Legião de Honra, que me fizeram ter orgulho de vestir aquele uniforme que sobressaía sobre qualquer outra escola no Rio de Janeiro, que nos amenizaram as rixas com o Colégio Militar. Foi preciso muitas advertências na caderneta, algumas quedas em formaturas longas, além de Ordem Unida e Disciplina Consciente para entender que aquilo que se leva dessa vida é a vida que a gente leva. Quantas lembranças... Saudades eternas no coração de uma aluna.

E que as novas gerações vibrem por entre os Pavilhões Epitácio Pessoa e Marquês do Herval, afinal, é mesmo como dizia a nossa canção...

(Foto retirada da Web)

"À Osório a certeza
de saber que do passado
ficará em nossa história
o teu nome, firme, gravado!"

segunda-feira, 23 de novembro de 2009

Senta que lá vem a história...

"(...)O menino maluquinho não conseguiu segurar o tempo! E aí, o tempo passou. E, como todo mundo, o menino maluquinho cresceu. Cresceu e virou um cara legal! Aliás, virou o cara mais legal do mundo! Mas, um cara legal, mesmo! E foi aí que todo mundo descobriu que ele não tinha sido um menino maluquinho... Ele tinha sido era um menino feliz!"




Ziraldo


Dia desses, navegando por terras Orkutianas, conheci uma comunidade que falava dos brinquedos da minha geração. E quando falo em geração, refiro-me à infância dos anos oitenta e início dos noventa. Eu sei que meus incautos leitores irão dizer: “Nossa, mas que assunto clichê! Todo mundo pensa que seu tempo era o melhor.” Pode até ser que a geração dos anos cinqüenta tenha sido melhor do que a dos anos sessenta e essa melhor do que a de setenta e por aí pára. Simplesmente porque, no quesito criança, é quase indiscutível que a geração 80 viveu uma realidade inesquecível. E isso é fácil comprovar perguntando para qualquer um que tenha lá seus vinte e poucos anos. Nasci em 1984. Hoje, na minha idade atual, curtindo ainda muitas coisas infantis e gastando uma parcela salarial em brinquedos e especialmente coleções antigas, faço questão de proporcionar à minha sobrinha, por exemplo, uma infância menos enganosa. Por que enganosa? Porque lamento muito por crianças que pensam que se divertem com jogos eletrônicos (e muitas vezes agressivos), computadores ultra-equipados, passeios em Shopping Centers ou novela das oito. Sim, porque eu acho assustador ver criança assistindo novela de “gente grande”, uma vez que nem eu mesma consigo assistir. É por essas e outras que agora quero fazer um passeio no túnel do tempo. Se recordar é viver, quero viver de novo a sensação indiscutível de puerilidade e liberdade que existia nos jovens corações. Porque não há jeito de voltar atrás. Porque é impossível exigir que atualmente as coisas sejam como eram antes. E porque a infância não é eterna, infelizmente passa. Entremos na Máquina do Tempo. Vem comigo?





Quem nunca comeu um desses caramelos que atire a primeira pedra! Eu me lembro que minha avó comprava uma porção deles e eu comia um atrás do outro, sem pestanejar. Ele tinha um sabor inconfundível e sua embalagem clássica deixou saudade. Hoje as crianças chupam caramelos? Não, chupam Halls. E preta. Isso me causa medo.






Chocolate Lollo. Hoje em dia ele vem numa caixinha de bombom da Nestlé e é conhecido como Milkbar. Seu sabor, infelizmente, não é mais o mesmo também.





Cigarrinhos de Chocolate. Politicamente incorreto né? Mas a gurizada gostava de tirar onda com ele, mesmo na inocência do “não saber” o mal que cigarro realmente faz. Era bom imitar os adultos, na época, influenciados pela mídia dos Marlboros.






Mola Maluca. Quem é que nunca a colocou no topo de uma escada só pra vê-la descer os lances todinhos? E quem é que não acabou quebrando-a ao tentar estica-la demais?








Essas canetinhas da Playcolor também deixaram saudades. Elas vinham com uma canetinha branca que apagava a cor das outras. Era bom, pois assim a gente podia “borrar” à vontade e fazer efeitos muito legais nos desenhos.








Lango-Lango. Eu tive um boneco desses. A gente colocava a mão dentro dele e ficava manejando dois botões, que tinham a função de fazer o Lango-Lango dar socos, como lutador de boxe.






Esse é o Murphy. Diz minha mãe que eu tinha medo desses macacos. Não lembro disso. O que me recordo é de um Natal onde provavelmente fora combinado com uma vizinha de tocar a campainha lá de casa à meia-noite. Abri a minha caixa e tinha um Murphy lá dentro. A gente apertava a barriga dele e ele emitia um som tipo arroto.




Esse é o famoso Pirocóptero. A gente chupava o pirulito e torcia para que ele acabasse logo para ficarmos girando o palito no ar depois. Uma vez, quando fizemos obra na casa em que morávamos e eu já era adolescente, achei um pirocóptero enterrado no chão! Quanta história aquele brinquedinho não devia ter...




Pogobol. Esse eu me recuso a falar. Sabe aqueles recalques infantis? Sempre quis ter um e minha mãe, precavida do jeito que era e conhecendo a filha que tinha, não me deixou ter um desses. Pôxa. (PS: O Blogger é site de Malandro e encrencou com o minha imagem do Pogobol. Que CUUU).


O clássico. Falar dos anos 80 e não citar este cara é o mesmo que falar do Rio de Janeiro e não citar praias. Fui uma fã de vídeo-games. Comecei com este rústico Atari, passando por outras variações do mesmo, tive um Master System, um Mega Drive e um Nintendo. Aí cresci. Lembro dos “Jogos de Verão”, do “Enduro”, “Pac-Man”, “River Raid” e um bonequinho que ficava
pulando em blocos de gelo na neve. Até hoje me lembro do barulhinho chato que tinham esses games e de quando era preciso “soprar” a fita para ela funcionar.


Quantas tardes felizes passaram na minha infância cercada por essas coisas que, na época, eram novidade e faziam a alegria da criançada. Quanta saudade tenho das brincadeiras no quintal, na piscina, na rua. Essas lembranças aí de cima não são 1% do que minha geração viveu. Nós fomos o público do Topo Gigio, Vovó Mafalda, Bozo. Fomos baixinhos da Xuxa, víamos nossas mães assistir Note & Anote, crescemos assistindo Carrossel, Tom & Jerry, Picapau, Punky – a Levada da Breca, Alf, Família Dinossauro, Smurfs, Muppets Babies. Fomos crianças de passar as tardes brincando com o Forte Apache, torturando soldadinhos de plástico, montando casas inteiras com Lego e Playmobil, fazendo do tanque de lavar roupa, o clube e a piscina da Barbie, brincamos de massinha. Fomos crianças de encontrar joaninhas e “bicho-fedorento” nos quintas. Colecionamos figurinhas, jogamos gude, bafo-bafo, mico-doido. Tomávamos sacolé e fazíamos muita caligrafia na escola.

Eu não sou nostálgica, apesar de parecer. Apenas sinto-me na obrigação de me revoltar com um mundo onde se acabou a fantasia, os sonhos, as brincadeiras de crianças. Talvez sejamos nós que tenhamos construído isso. Hoje, vejo bons cientistas, curas de doenças sendo encontradas, especialistas e inventores. Todos eles cresceram comigo. Como serão os adultos do futuro que hoje crescem cercados de excessiva proteção, falta de liberdade e entrada precoce na adolescência? Como serão os adultos do futuro, filhos de famílias desestruturadas, de pais e mães desnaturadas? Criados por avó?

Não sei se quero ficar bem velhinha para ver o que vai acontecer. Mas enquanto puder manter viva a lembrança de uma época feliz, incrivelmente feliz, assim o farei.

sexta-feira, 20 de novembro de 2009

Alegria, Alegria

Uêba, já chegou sexta-feira!

E, como ando com ímpetos consumistas é melhor tomar cuidado.

Jingle bell, Jingle bell....

quinta-feira, 19 de novembro de 2009

Na vitrola...

Quando você é militar, acaba se submetendo à algumas coisas como ficar imóvel debaixo de um sol de meio-dia para homenagear a Bandeira Nacional. Ok, tudo muito lindo, uma causa até nobre se você não começasse a ter vertigens meio psicodélicas. Sabe televisão quando fica fora do ar? Acrescente aí alguns pontinhos verdes piscantes, uma leve sensação de dormência e surdez. E eu nem bebo. Foi mais ou menos dessa forma que enxerguei o mundo hoje e, para desestressar, nada como ouvir música. Falemos delas, pois.

Eu estava aqui pensando em como as músicas fazem parte da nossa vida meio que sem querer. Às vezes escuta-se num lugar qualquer e ela fica martelando dias na cabeça até fazer lavagem cerebral (é desta forma que cd's são vendidos, que músicas são baixadas e que o Youtube fica lento). Ou então marcam época, sonhos, vontades. Eu sei lá. Só sei que desde pequena levava meu “walkman” (ui...) nas viagens porque não curtia muito o silêncio. Hoje ouço meu MP3 quase todos os dias antes de dormir. E tenho algumas preferidas, é claro. Sei também que passamos por fases musicais. Isso, obviamente, conclui que um adolescente rebelde que escuta rock pesado pode muito bem se tornar um idoso que curta música clássica e deteste adolescentes rebeldes que escutam rock pesado. Todo mundo tem lá seus momentos. E por saber que a vida tem trilha sonora, compartilho um pouco das canções que considero parte da minha história.


Elton John. Não que eu escute todas as músicas dele, mas Sacrifice é uma canção que todo mundo já ouviu alguma vez na vida. E fala de amor. Nem todas as canções de amor são bonitas. Essa, pelo seu significado, dificilmente não estaria nos meus prediletos.

"E não é sacrifício nenhum
só quero uma simples palavra
Somos dois corações vivendo
em dois mundos separados."


Pet Shop Boys. Gosto de quase todas as músicas deles, mas Go West tem um gostinho especial pelo tema que retrata. Há certa referência ao socialismo, comunismo, talvez. À primeira vista, parece uma apologia ao sistema soviético. Gostava dela antes mesmo de entender seu significado, depois que descobri a tradução achei audacioso e tive ímpetos de fugir, também, para o Oeste, tamanha convicção da letra.
"Vá para o Oeste!
Lá a vida é tranquila
Vamos para o Oeste
Eu e você, meu amor."


Bob Marley. Essa é uma música do bem. Com algumas letras desse cara dá pra relaxar e tal. O reggae é legal de se ouvir em alguns momentos, embora não seja minha maior opção. Three Little Birds pelo seu trecho “Cantando não se preocupe com nada, pois se não se preocupar com nada, cada pequena coisa vai ficar bem?” Não é quase consolador escutar isso nos corre-corres da vida que nos deixam de cabelos em pé?


Bon Jovi foi um icone na minha juventude. Não tenho o que dizer dessa música, simplesmente curto e não canço de ouví-la, talvez porque eu também seja sempre mal-interpretada!

"Será que eu devia
Será que eu podia
Ter dito coisas erradas
Milhares de vezes?"


Na verdade, curto muito mais artistas e músicas nacionais, no entanto, o repertório seria grande demais para esse blog. Deixo isso para a próxima vez. Até logo, blogueiros, recolho-me aos aposentos para escutar mais músicas.

sexta-feira, 13 de novembro de 2009

Alegria, Alegria

Uêba, sexta feira! Se Jason não aparecer por aí, bom final de semana para todos!

quinta-feira, 12 de novembro de 2009

Eficiência é o nosso lemon...


Quando o nível de escravidão no seu trabalho atinge níveis estratosféricos, é hora de sentar e tomar uma limonada. Ou quem sabe duas. Um litro, talvez. Melhor dois, para não faltar.

Três?

Nunca contei isso aqui, mas sou viciada em "suquitcho de limon" e, nos últimos tempos, já que não bebo cerveja e Coca-Cola não é água, afogo minhas mágoas com os pacotinhos de TANG. Sim, caros leitores, sem TANG não sobrevivo. E eu não estou ganhando nenhum cachê para falar sobre isso aqui, mas comprem TANG. Só não viciem porque pode faltar no mercado. E crise de abstinência me deixa muito mal humorada, sabem como é, né?

Enfim, falei do TANG, mas o que eu queria dizer mesmo é que me impressiono comigo às vezes. Mesmo com muita preguiça, o que obviamente significa maior lentidão de raciocínio e menos produtividade, eu terminei tudo o que tinha para fazer no dia de hoje. Por favor, aplaudam minha competência. Clap clap clap!!!


UPDATE: Comentário do Mário muito engraçado. Não tinha parado para pensar...

quarta-feira, 11 de novembro de 2009

As Caldas de Poços


Sou uma pessoa suspeita para falar de Minas Gerais, simplesmente porque a minha paixão por essa terra supera qualquer expectativa. E, no último final de semana decidi satisfazer uma vontade antiga: conhecer Poços de Caldas, cidade que não fica muito distante de Pirassununga, SP, terra onde essa carioca que vos escreve se perdeu. Ossos do ofício, antes que perguntem os meus incaustos leitores. Bem, eu falava da viagem. E, se viajar para Poços de Caldas é tarefa agradável, imagina em boa companhia?

Poços de Caldas. Sul de Minas, cidadezinha aconchegante. Não há exatamente um roteiro pré-determinado de grandes coisas para se fazer, mas possui um excelente comércio local e algumas multinacionais. E claro, vale lembrar que é um ótimo local para ganhar uns quilinhos, como qualquer cidade mineira que se preza, com seus queijos, doces e vinhos. Poços vive basicamente do turismo e chegou a ser tema da escola de samba Beija-Flor, no Rio de Janeiro. Para quem quer passear, a cidade conta com parques naturais e quedas d’agua, além de passeios em charretes e teleféricos.

É por aí que estive e que tenho estado. É por aí que quero continuar. Por aí, vivendo, conhecendo, aprendendo, estudando. Repito: VIVENDO. Foi tanto tempo de insatisfação, de trabalho arrastado, que havia me esquecido o que é sentir-se genuinamente bem. Por isso passeio, por isso descubro lugares e por essa razão vejo que valeu a pena. Valeu a pena porque as coisas aconteceram como deveriam ter acontecido. Porque apesar de eu detestar clichês, a verdade é que aquela frase "no final, tudo dá certo" fez todo sentido comigo. Ainda tenho um longo caminho a percorrer. Tenho muito o que aprender, e a consciência disso me deixa feliz. Agüentei muita coisa sim, em alguns momentos achei que fosse realmente surtar; E se agradeço diariamente aos céus por estar fazendo coisas de que gosto, agradeço também diariamente por tanta gente boa, bacana e especial que tenho ao meu redor.

Já disse, sabiamente, o senhor Roberto Carlos: "se chorei ou se sorri, o importante é que emoções eu vivi". E continuarei a viver.
Prometo parar com os clichês.

terça-feira, 10 de novembro de 2009

Das considerações do dia-a-dia...

MORTE AOS TELEFONES!!!! Eu gosto muito do meu trabalho, apesar de ser escrava. Mas podiam colocar alguém para atender as 8759 ligações que recebo diariamente... Porque não dá pra atender direito o telefone tendo mais 10.000 coisas a fazer. Impossible!


Enfim...

A escravidão está me deixando monotemática ultimamente. Melhor parar por aqui. Droga viu? Saco! E descobri que escrever é uma das poucas coisas que me aliviam por inteiro. Já escrevi textos bem legais, há um tempo atrás, quando tinha mais tempo. Agora estou incapacitada. Falar é doer. Escrever é doer. Como isso é possível?


E descobri que família é uma comunhão de gente enrolada que carrega o mesmo nome. Na boa, uma viagem a Marte, por exemplo, faria muito bem vez ou outra.

domingo, 8 de novembro de 2009

"Tipo Assim..."

Porque é muito difícil entender ...
cada história que nos diz
algo sobre quem a contou !

E, como não há um destino a cumprir,
pois toda escolha diz quem eu sou...

Digam, por favor, para a autora dessa geringonça, que determinadas coisas a gente pensa, mas não expõe, para não causar constrangimentos e coisa e tal. Ajudem essa pobre alma. Oh não! Ela está chegannn...

*musiquinha de Psicose*

quinta-feira, 5 de novembro de 2009

De repente, Califórnia


Um dia vou pra Califórnia, viver a vida sobre as ondas, ser artista de cinema, porque meu destino é ser star.
Sempre soube que Lulu Santos era um visionário!


quarta-feira, 4 de novembro de 2009

Cyberbaby

Pronto. Dindinha não tem mais vez dentro de casa. O notebook agora é da afilhada. Acabou essa história de brincar com mordedores flácidos e sem graça. O barato mesmo é ver desenho na internet.

No meu tempo as coisas não eram assim...

terça-feira, 3 de novembro de 2009

Enquanto isso, no interior...

Dia 20 de novembro é feriado no Rio de Janeiro. Os cariocas sabem disso, mas, aqui, em Pirassununga...


O cenário é um Posto Médico.

Médica: - humm, vejamos... podemos marcar a próxima consulta no dia 20?
Minha irmã: - Ué, mas dia 20 não é feriado? Já sei! Vocês irão funcionar nesse dia, quanta eficiência!
Médica: - Hãn?! Feriado? Deixe-me ver aqui no calendário...
Minha irmã: - É!! É dia do Zumbi.
Médica assustada: Quê?! Dia do Zumbi?
Minha irmã: - Zumbi, uai...
Médica: - ???
Minha irmã: - A senhora nunca ouviu falar no Zumbi dos Palmares??
Médica aliviada: - aaaaaaaa.....

Éééé... porque aqui em São Paulo não tem feriado de Zumbi, nem de São Jorge e nem tantos outros simplesmente porque os prefeitos não são devotos o suficiente para isso. E eu afirmo: essa desculpa de que é porque eles gostam de trabalhar não cola! Pelo menos não numa cidade onde o comércio não funciona à noite e os restaurantes "fecham para o almoço". Ai que saudade do progresso.... !!!

segunda-feira, 2 de novembro de 2009

Bloco de Notas

A pior coisa da vida é quando você explode com alguém e se arrepende no segundo posterior... Fica aquele gosto amargo de remédio...

Anotar na agenda:

Lembrar que as pessoas não tem obrigação de conhecer a minha pessoa.

Lembrar que eu tenho mais obrigação de conhece-las todas (modo, maneiras-inteiras).
E, principalmente:

Arranjar um saco de amianto.

Impossível não falar das flores...

Não gosto de cidade do interior, definitivamente. Esse lance de muito verde e ar puro e passarinhos cantando, whiskas blá blá blá é conversa para boi dormir. Ou conversa de quem nunca passou uma temporada em grandes cidades. Nasci cinza e urbana. Gosto de gás carbônico, meu pulmão se acostumou a ele e meus ouvidos se adaptaram ao ruído das capitais. Se isso é bom ou ruim, não sei dizer. Só sei que aprendi a escrever muito cedo porque queria inventar o meu mundo. Publiquei minha primeira história aos treze anos e desde então não consegui mais parar. E penso que, as pessoas, para escrever, precisam sair do interior. Imagina só um monte de gente que nem nunca provaram do sal do mar, de repente acordam e abrem suas janelas: estão morando no centro da Avenida Nossa Senhora de Copacabana, no meio da muvuca. Quem é que não se inspirará por toda uma vida? E para refrescar meu estoque verborrágico, saí do interior para rever minha terra natal.

Feriado de Finados no Rio de Janeiro não faz sol. Não adianta fazer mandinga para Santa Clara e nem colocar clara de ovo na janela que não funciona. E, como carioca que se preza não gosta de dias nublados e não fica dentro de casa, o jeito é se render à máfia-center e escolher um shopping para ir, de acordo com o que você prefere ver. Digo isso porque alguns shoppings são pontos de encontro de roqueiros, outros de artistas, outros de surfistas e por aí vai... Eu não tenho muita paciência para passeios “fechados”, mas fui mesmo assim às compras. O Rio está lindo e cheio de novidades sendo preparadas para 2016. Acredito muito nessa cidade apesar dos pesares. E cheguei à seguinte conclusão: embora exista violência e ainda que ela seja estampada de forma tão taxativa nos telejornais do interior, percebo que ainda há alegria no olhar e nos gestos de um povo que vive o hoje. Simplesmente porque acham que viver amanhã já é muito tarde... Até mesmo porque a violência já consumiu o planeta terra inteiro. Mas não é o planeta terra inteiro que pode fazer uma caminhada no Alto da Boa Vista, por exemplo.

Dizem que o povo carioca é festeiro. Pudera... a gente sempre vira o ano na beira da praia, rompendo fogos e champagnes sob a proteção de Iemanjá. Quem é que não vai ser feliz assim?






quinta-feira, 29 de outubro de 2009

Humanamáquina


Quando sua memória demonstra um prazo de eficiência não superior a 30 segundos, seu cérebro não mais concatena as idéias, quando sua inspiração acaba e você se distrai até com uma poeirinha bailando no ar, quando o maldito tic-tac do relógio e um mosquitinho voando perto do seu nariz consegue te deixar muito puta, quando você só pensa em dormir e tomar um banho "dotosinho", acreditem: seu prazo de validade diário já venceu e é hora de parar agora. Eu disse AGORA!

quarta-feira, 28 de outubro de 2009

Das coisas absurdas...

Quando a sua cadela senta no sofá mais confortável da casa e não levanta nem com a ameaça de sentar-se em cima dela, tampouco com chantagem emocional e alimentar, simplesmente por que aprendeu a diferenciar verdades e mentiras, ferrou! Você perdeu totalmente a moral dentro da família...

E ela ainda te olhará com a cara mais lavada do mundo.

terça-feira, 27 de outubro de 2009

Sorvete Colorê

Toda infância teve um parque de diversões. Posso dizer então que fui privilegiada, pois na minha tiveram dois: o famoso Tivoli Park, de Orlando Orfei, situado na Lagoa, Zona Sul do Rio de Janeiro e o pequeno Shangai, na Penha. Minhas lembranças mais remotas de tobogãs, grandes brinquedos coloridos, com luzes e movimentos renascem dos passeios feitos nesses lugares, quando ainda era bem pequena. Eu gostava particularmente dos carrinhos bate-bate, do carrossel e tinha um pavor horroroso da Conga, a Mulher-Gorila. E é claro que também tinha muito marmanjo correndo feito louco na hora do “Calma Konga!!! Volte Konga!!!”. Meses atrás tive a oportunidade de conhecer uma nova versão da Conga, chamada Monga, no Parque Guanabara, em Belo Horizonte. Pude então reviver a emoção infantil que eu sentia. Alguns brinquedos eram famosos no Tivoli, como o Bicho da Seda (ou Amor Express), o Trem Fantasma, a Roda Panorâmica, o Chapéu Mexicano e o Rotor. Infelizmente o Tivoli passou por uma fase sombria que envolveu um estupro na “Casa das Bruxas” e um acidente na “Gaiola das Loucas”, comprometendo a credibilidade do parque. Em 1995, o então prefeito do Rio, César Maia, ordenou o fechamento do local. Acabavam ali 23 anos de maravilhosas tardes de fim de semana que tinham sempre diversão garantida. Atualmente, podemos contar apenas com o Terra Encantada, parque de diversões que prometeu sucesso na sua inauguração, há alguns poucos anos, mas que hoje jaz quase esquecido na Barra da Tijuca, sem quase nenhum movimento e que passou por uma fase parecida com o parque de Orlando Orfei: abriu seus portões durante a noite para festas e, inclusive, bailes funks. Sinto falta de um espaço seguro onde as crianças passem as tardes se divertindo, onde tenha o inesquecível Festival do Sorvetão. A última vez que estive no Shangai, os brinquedos pareciam sucatas. E o Tivoli está apenas em minhas lembranças e na memória de uma geração que nunca o esquecerá.

domingo, 25 de outubro de 2009

Das Coisas que é preciso fazer despretensiosamente


Acordar cedo num dia de domingo e espiar o nascer do sol. Viajar para aquele lugar menos requisitado. Ler um livro que não está na lista de best-sellers do New York Times. Correr em frente à praia ou, se não tem praia, correr no campo, no asfalto, no centro da cidade, apenas correr e liberar energia do corpo. Mudar os móveis da casa de lugar. Mudar-se de lugar. Acender uma velinha para o anjo da guarda, quem vai dizer que um pouquinho de fé não é bom? Parar e dar atenção a um cachorrinho de rua. Gritar bem alto quando seu time fizer gol (para quê conter as emoções?). Beijar alguém que acabou de conhecer (de vez em quando por que não?). Se quiser transar, transe também (mas use camisinha!). Caso coma um salgadinho no lugar do almoço não se reprima: eles não fazem tão mal assim. Brinque com uma criança e como uma criança. Converse com um idoso. Brigue com alguém se achar necessário; não guarde nada dentro de você. Pare e admire uma paisagem, faça um esporte, encare aventuras. Escreva um diário para sentir saudades. E as sinta intensamente. Sente no chão, ande de meias, não se preocupe em sujar roupas novas. Sorria e abra portas. Assista ao pôr-do-sol, nem que seja da janela da sua casa. Tire muitas fotografias ao longo da vida, inclusive de cenas banais (elas são as melhores). Ria da sua sorte e da sua falta de sorte. Chore ouvindo uma música ou um filme triste. E, principalmente, sempre que puder... morra de amor.

quarta-feira, 21 de outubro de 2009

A Favor do Vento

Eu queria ter aprendido a soltar pipa, nunca consegui. Hoje, ainda sem entender a fácil aerodinâmica da pipa, já andei em grandes e pequenos aviões. Passarinhos que não sabem bater asas, como dizem. Lá entre as nuvens do céu vendo a Terra, percebi como é grande a nossa ignorância, como a vida é mesquinha. A gente vive aqui no bagaço enquanto lá em cima todo aquele espaço...

"Uma vez que você prove o voo, nunca mais você caminhará sobre a terra sem olhar para os céus, pois você já esteve lá."
Leonardo DaVinci


Dia 23 de Outubro: Dia do Aviador

quarta-feira, 16 de setembro de 2009

Opinião Adversa

Minha reação ao assistir o espetáculo Reações Adversas*, inicialmente, foi de que aquela apresentação não prenderia minha atenção por mais do que dez minutos. A peça não possui diálogos de espécie alguma, tampouco se ouve a voz de qualquer um dos quatro atores em cena. E, por falar em cena, o espetáculo começa em ritmo lento, onde um casal deitado no palco leva dez minutos cronometrados para se erguer. A platéia boceja. Parece que ficaremos os setenta minutos do espetáculo assistindo aquela monótona apresentação. Mas não vamos embora. Primeiro por que a entrada foi franca e, segundo, por que esperamos ansiosamente que algo aconteça à nossa frente, que uma ação interrompa o silêncio e a lentidão dos passos cênicos. E não nos decepcionamos. Ao tentarem mostrar com movimentos as sensações que irrompem de qualquer indivíduo, os atores prendem a atenção e cativam os espectadores com suas demonstrações corporais que refletem os mais variados estímulos. Os corpos, em cena, possuem uma história própria e representa reflexos do indivíduo perante a agressão, a exaustão, o carinho. E de ritmo lento ao extremamente rápido, com direito a troca de tapas e muito corre-corre utilizando-se de jogos teatrais, não é possível captar qualquer mensagem, qualquer trama embutida naqueles movimentos. Não é possível pensar em nada durante a apresentação. Apenas ao final desta, podemos começar a formular idéias através da nossa subjetividade. Creio que a intenção foi propor ao espectador o evento teatral como experiência e não como informação, isto é, o que ocorre em cena, sugere e estimula, mas não determina ou restringe a leitura do espectador. Este é então convidado a participar da criação trazendo suas emoções, imaginação e experiências anteriores como bagagem para a leitura da obra. Em todo o caso, foi estranhamente prazeroso assistir a uma peça que quebra, de certa forma, as barreiras do teatro tradicional, se é que se pode dizer que o teatro possui alguma barreira...

*Reações Adversas é um espetáculo da Cia Temporária de Investigação Cênica e faz parte da MOSTRA EXPERIMENTOS do TUSP (Teatro da Universidade de São Paulo). Concepção e Direção: Joana Dória de Almeida.

sexta-feira, 11 de setembro de 2009

O Amor não pode ser encomendado

A frase que dá título a este post foi a última fala do personagem do ator Marat Descartes, no monólogo Primeiro Amor*, baseado no conto homônimo de Samuel Beckett. Este foi o espetáculo que escolhi para assistir neste dia 11 de setembro, dia do meu aniversário e confesso: não poderia ter feito melhor opção. Ouvir falar de amor, de dor, o medo da vida, da morte e de tantos sentimentos confusos que atordoam a existência humana, pode fazer qualquer um refletir sobre o amadurecimento ou, quem sabe, a chegada vagarosa e discreta da velhice. Não que eu esteja ficando velha, muito ainda falta para isso, mas a única certeza que tenho é que a cada aniversário que chega mais próxima estou de me juntar àqueles que, hoje, julgo atrasados, lentos, cheios de esquisitices. Eu também ficarei esquisita, né? Atravessarei ruas devagar e subirei lentamente os degraus dos ônibus, quem sabe rezando internamente para nenhum motorista jovem e grosseiro dar partida antes que eu possa me sentar. Bem, isso é papo para adiante. Eu falava da peça. E, ao ouvir sobre mortes, pensei em quanta gente querida e agradável fica no passado da vida. Não somente porque morreram, nem tampouco porque irão morrer (única certeza de todos nós), mas sim porque um dia estiveram presentes e hoje mandam recados, postais (eu falei isso só para ser chique, na verdade, mandam e-mails e scraps) com dizeres de saudades. Saudade dói pra caramba... Eu não tinha certeza disso até virar militar e nômade. E me acostumar a deixar amigos pelos aeroportos e rodoviárias da vida. "Mas que importância tem o modo como as coisas se passam a partir do momento em que se passam. A história é sempre a mesma. Desde o princípio do verbo que tem sido assim. A ironia da vida. As adversidades do amor. A inadiável morte. Nunca houve outros assuntos. Nunca haverá outra história. Seja deste ou de outro homem. Os adereços mudam mas o assunto não. Sempre.

A vida. O amor. A morte. O medo. O riso. O desespero. A perversidade. A repetição.

Naquela altura eu não percebia as mulheres. Aliás agora também não. Nem os homens. Nem os animais. O que percebo melhor, e não é dizer muito, são as minhas dores." Samuel BECKETT, Primeiro Amor.

Hoje recebi votos de felicidades de pessoas que nem esperava e não recebi nada de outras que esperava muita coisa, portanto, desejo a mim mesma, antes de todo mundo, um feliz aniversário e uma longa vida, repleta de realizações e sucesso. Ah, e de muito teatro, é claro.



*O espetáculo “Primeiro Amor” é um romance de Samuel Beckett escrito em 1945. Levado à cena na íntegra, sem nenhuma adaptação, o ator Marat Descartes, vencedor do Prêmio Shell de melhor ator em 2006, é quem dá voz ao texto, encarnando seu narrador-protagonista. Com o humor cáustico beckettiano – é narrada a triste história de seu primeiro amor.


segunda-feira, 7 de setembro de 2009

Independência ou Morte

Eu, minha irmã e minha sobrinha-afilhada, na Av. Newton Prado, Pirassununga/SP, representando a Academia da Força Aérea

Para muitos brasileiros, Sete de setembro é um dia comum, para outros, apenas um feriado prolongado, usado muitas vezes como pretexto de viagens e muito descanso. Outros se lembram da grandiosidade da data e de toda sua história. Entretanto, há aqueles brasileiros que todos os anos, neste dia 7, levantam bem cedo, engomam suas fardas e, com imenso orgulho no peito, abraçam a Pátria, desfilam com garbo, exibindo tantas emoções e conquistas no peito em forma de medalhas. Nós conhecemos esses brasileiros, eles são chamados de militares.

Hoje desfilei pela quinta vez no Dia da Independência. Foram três vezes por escola militar no Rio de Janeiro, uma em Guaratinguetá e, finalmente, porém não a última cidade, em Pirassununga. Como militar, representar a Força Aérea me traz imenso orgulho. E, como brasileira, representar a carreira que visa, primordialmente, à defesa da nação, não tem preço que pague. Não há nada melhor do que realizar um trabalho que é motivo de orgulho para tanta gente, inspiração de muitas crianças que tentam imitar o passo cadenciado dos soldados, sonho de tantos jovens que, anualmente, prestam o difícil processo seletivo para as Forças Armadas.

É por essas e outras que agradeço a Deus, diariamente, por saber que minha pele é, também, azul.

domingo, 23 de agosto de 2009

E Chove chuva...

Bem dizem que São Paulo é a terra da garoa... Já chove há alguns dias e, nesse domingo frio, a água cai torrencialmente dos céus. Bom para ficar debaixo das cobertas, assistir um filminho ou tomar um chocolate quente. É nessas horas que sinto falta do Rio de Janeiro e do inverno fresco de lá. Aqui é quase impossível não se agasalhar toda até mesmo dentro de casa. E, da forma como a chuva cai, nada me espantaria em chegar à janela e dar de cara com a arca de Noé passando do outro lado. Aposto que ele está procurando um lugar para aportar. Quem sabe Copacabana beach?

E assim vai terminando mais um domingo no calendário da eternidade... Boa semana a todos!





sábado, 22 de agosto de 2009

Das coisas que é preciso relembrar despretensiosamente...(Versão Escolar do Meu Tempo)

O barulho do pátio da escola na hora do recreio.
O cheiro da merendeira.
A briga na fila da cantina.
Os cinco minutos que antecedem a hora da saída.
O sinal da hora da saída.
A camisa do uniforme manchada de Toddynho (porque claro, você ousou apertar a caixinha no final para ver o que acontecia!).
A pipoca do “velhinho”antes de ir para casa.
O medo do boletim.
A brincadeira de Bafo-Bafo e as dezenas de figurinhas perdidas.
O Mico-Doido.
A excursão para o Jardim Zoológico.
A excursão para o Jardim Botânico.
A excursão para o Parque Aquático.
As cantorias sem fim dentro do ônibus e a tentativa de descobrir o culpado por ter “roubado o pão da casa de João...”
O feijão plantado no algodão.
O cheiro do giz de cera.
A cola colorida e a purpurina.
A massa de modelar e os brinquedos de madeira.
O escorrega do parquinho.
As mãos carregadas de moedas e a fantástica frase: “Tio, me vê tudo de bala?!”.
O Hino Nacional e a mão no peito.
A proibição do Tamagochi.
O álbum da seleção brasileira.
As camisas pichadas no final do ano.
As tão sonhadas férias.
A vontade de comprar material novo.
A curiosidade e o cheiro do livro novo.
A capa colorida e a etiqueta.
A caligrafia. A tabuada. O ditado.
O caderno passado a limpo.
A vida escrevendo as linhas.
O passado, o caderno perdido.
A lembrança reencontrada neste escrito.

E lá no passado...
Ah...

quarta-feira, 19 de agosto de 2009

ZAP

Atualmente estou morando no interior paulista e, para quem estava acostumada com uma conexão carioca de alta velocidade, tentar conectar-se com o sistema VIVO ZAP é quase uma tortura. Assistir a vídeos no Youtube então, pode ser uma atividade frustrante! Mas eu tento mesmo assim, confiante que a tecnologia 3G alcançará, num futuro não muito distante, os confins de Pirassununga...

domingo, 26 de julho de 2009

Céu de Brigadeiro



Sonhar o sonho impossível,
Sofrer a angústia implacável,
Pisar onde os bravos não ousam,
Reparar o mal irreparável,
Amar um amor casto à distância,
Enfrentar o inimigo invencível,
Tentar quando as forças se esvaem,
Alcançar a estrela inatingível:
Essa é a minha busca.


Dom Quixote


A vida nunca esteve tão boa e tão atarefada.

segunda-feira, 6 de julho de 2009

Porque mudar é preciso!

Caixas de papelão ocupam todos os lados da minha futura ex residência no Rio de Janeiro. Estou mudando com mala, cuia, família, cachorros e DVD do Michael Jackson para outro estado. Vai ser bem melhor voltar a ter a experiência de morar em casa grande, com espaço, piscina e tranquilidade. Pra ser bem sincera, nunca gostei muito dessa história de morar em apartamento, mas como toda carioca precavida, não pude ter outra alternativa. E, entre móveis desmontados e bagunça generalizada,fico pensando o quanto é bom poder ter a oportunidade de morar novamente com a minha família, depois de um ano morando sozinha, devido à minha profissão militar. Percebo o quanto é importante poder chegar em casa e contar com o apoio de gente que é o seu sangue, o quanto é bom sentir menos apertadas as saudades e como é boa e saborosa a comida da mamãe. Percebo também como nós podemos ter a capacidade de arquivar tantas quinquilharias dentro de gavetas em casa, como dá vontade de voltar para a época de escola ao rever os livros do passado e como os gostos podiam ser absolutamente excêntricos ao dar de cara com velhas roupas escondidas pelo armário. E, já no finalzinho das minhas férias, vou levando embora apenas a saudade da minha cidade, que só não será maior porque a cada dia que passa estou cada vez mais próxima de chegar onde quero!

sexta-feira, 26 de junho de 2009

O Homem que era Peter Pan



Reportagens e tributos em todo canto, em toda televisão, mas não posso dizer que "ele" virou um assunto banal, simplesmente porque nunca houve banalidades na sua personalidade, no seu modo de viver, muito menos na sua música. Prefiro ser menos formal ao falar desse moço - criticado, acusado, ousado, polêmico. Uma infância e uma vida conturbada pelos mistérios de sua excentricidade sem fim. Assim foi a história de um dos maiores talentos do século. Penso que minha sobrinha, recém-nascida, somente poderá "ouvir falar" daquele que fez muitas gerações cantarem e dançarem suas melodias. Michael Jackson deixou um vazio irrecuperável no mundo Pop. Confesso que nunca comprei um disco dele. Confesso também que sua imagem não era lá das mais agradáveis de se olhar. Entretanto, nunca consegui acreditar nas acusações sofridas pelo ídolo, independentemente de serem verdade ou não. Sua projetada "Terra do Nunca" e a sua paixão por crianças me fizeram pensar na tristeza em que ele vivia. Sim, para mim, Michael era um homem triste e terrivelmente perturbado pelos seus próprios pensamentos, mas eu teria dado tudo para conhecer seu outro lado. O lado que a mídia talvez nunca tenha alcançado. Sua personalidade complexa se transformando na criança que ele nunca deixou de ser. A Terra do Nunca existe sim. Existe para aqueles que se tornaram imortais. Não há como não citar Michael no futuro. E, como pensar na morte como algo natural é meio indigesto, prefiro acreditar que a terra perdeu uma estrela para o céu. E é aquela lá, mais cintilante. Parece até dançar.

quarta-feira, 24 de junho de 2009

Embalos do Fim da Noite


Projetos, mudanças, viagens, perspectivas, novidades.
As coisas por aqui na minha vida parecem estar caminhando de uma forma tão magnificamente boa, mas, mesmo assim...

Essa estranha sensação ...

Acho que preciso comprar uma figa.
(Descobri que olho grande também pega por Internet!).

terça-feira, 23 de junho de 2009

Doce Veneno

Há tanta coisa errada nesse mundo - vasto mundo, e tanta gente calada, engolindo a seco a farofa do dia-a-dia, que na Criação Divina, algumas pessoas nasceram com o dom de falar. Essas pessoas são conhecidas como estouradas, nervosas ou rebeldes sem causa. Acho um tremendo absurdo criticá-las assim, até porque alguém precisa abrir a boca para ‘chacoalhar’ o errado. Talvez eu diga isso só porque faço parte do seleto grupo daqueles que não conhecem o sabor de um belo sapo. Mas não chego ao extremo. Posso controlar minhas palavras se o resultado disso for mais benéfico do que a verdade bradada aos ventos (porque normalmente, quem deveria ouvir, não ouve. Esses estão mais preocupados em defender seus brios, arrumar respostas feitas que normalmente não tem sentido algum). Quando alguém me irrita muito (e podem ter certeza que isso ainda demora), meu pavio ( que é curto, mas ainda assim o possuo!), estoura de tal forma que não posso controlar. Nos últimos meses ouvi muita mentira a meu respeito e aproveitei para colocar em dia todo o repertório de palavras esdrúxulas que eu conhecia. É claro que não adiantou muita coisa, pois, como eu disse no início desse post, há tanta coisa errada no mundo, principalmente porque existem pessoas erradas também. Quando eu era criança, por ser muito tímida, engoli não só sapos, mas pepinos, abacaxis inteiros por não ter coragem de me expressar. Hoje, com o temperamento absolutamente diferente e, sendo muito mais respeitada por isso, não me faço mais de rogada: digo o que tenho vontade e quem quiser me criticar, que o faça. Simplesmente porque se outros pararem de dizer mentiras a meu respeito, eu terei que parar de dizer verdades a respeito deles. E tenho dito!



domingo, 21 de junho de 2009

Aos Astros e Além! (Um pouquinho da minha vida).

No dia 2 de junho, oficialmente, completei um ano de serviços prestados à Força Aérea Brasileira, embora minha contagem tenha se iniciado no dia 28 de maio, época em que, há um ano atrás eu ingressava na Escola de Especialistas. Se estivéssemos em 2008, hoje provavelmente seria meados da quarentena -período em que ficamos isolados sem nenhum contato familiar- e eu certamente estaria ansiosa para a primeira visita dos familiares. Foram seis meses de internato, imersa na fatigante rotina de um aluno de escola militar.

Ninguém, a não ser um aluno-especialista poderá entender o que passamos. Foram dias e instruções inesquecíveis. Era preciso muita coragem. Em meio ao cansaço, ao estresse psicológico, pressão dos instrutores, intensos estudos e a torcida para não cair na escala de serviço do final de semana e poder viajar para casa, posso dizer que em nenhum momento me arrependo da carreira que escolhi. Eu nasci para essa vida de caserna e é por isso que tenho o maior orgulho de dizer que sou militar, que pertenço às fileiras da FAB e que, de certa forma, contribuo para o crescimento do meu país. E me orgulho mais ainda, ao perceber que a Aeronáutica está, mais uma vez, mostrando seu potencial, a garra de homens-heróis que neste momento se aventuram no Atlântico em busca de corpos e destroços do Air France.

Sim, são homens-heróis, são mulheres-heroínas: esses que acordam cedo diariamente e que, ao toque de uma corneta, sem reclamar, sabem qual a missão do dia que os aguarda. E a enfrentam, sabendo que dinheiro algum pode compensar a realização de salvar vidas.

Hoje, sou Sargento Especialista e é por saber que devemos alçar voos sempre mais altos que me preparo, atualmente, para o Curso de Formação de Oficiais da Polícia Militar de Minas Gerais, para que eu possa fazer na terra, o que meus amigos fazem no céu.

domingo, 14 de junho de 2009

O Babador da Madrinha



( Dinda perturbando a Isabella)


Eu só sei que dá vontade de ficar olhando para aqueles olhinhos azuis e pedir que o tempo páre ali... Não passe nunca mais... Mas não acontece nada disso: quando estou com ela o tempo voa ! E é uma coisa assim tão boa... tão difícil de explicar...

quinta-feira, 11 de junho de 2009

Liquidificador de Emoções




Um dia me contaram que quando um bebê dá o seu primeiro sorriso, uma fada nasce... Seria verdade? Bom, se for, a Terra do Nunca está em festa hoje e a Sininho ganhou uma nova amiga. E eu ganhei a sobrinha-afilhada mais linda do mundo. Viu Isabella? Nunca diga que não acredita em fadas. Quem pediu para te dar esse conselho foi o meu amigo, Peter Pan. Em pessoa.


(PS: Não se esqueça de me lembrar - futuramente, claro - de apresentá-lo para você).


Família aumentando, feriado prolongado, férias da Aeronáutica, saudade de um mocinho lá da minha outra cidade, Curso de Formação de Oficiais da Polícia Militar de Minas Gerais, vontade de ficar e curtir, vontade de voltar e fazer valer. Mil sentimentos.


Não importa. É como diz a música: se chorei ou se sorri, o importante é que emoções eu vivi...

domingo, 24 de maio de 2009

Bom dia estrelinhas brilhantes, a Terra diz 'Olá!'

"Tudo aqui é comestível! Até mesmo eu sou comestível meus queridinhos. Mas... aí seria canibalismo e algumas sociedades costumam reprovar isto!”

Um tipo de quem não está nem aí para as convenções sociais, sabe? Um tipo que não liga para criancinhas mimadas e birrentas. Um tipo excêntrico, enigmático, sádico, dono da risada mais estranha do mundo. Um tipo masculino que usa hidratante capilar. É por isso que por Wonka eu suspiro. Só por Willy...

Porque no fundo somos todos um pouco misantropos...

Das Coisas que não vemos...

"Vista de longe, a montanha parece ser azul.
De perto, porém, sabemos que ela é verde. O mar, de longe, é azul.
De perto, a gente vê que ele é verde. O céu está perto ou longe?
O céu está longe. Logo, o céu é verde."

(Crença Maia citada pelo poeta guatemalteco Humberto Ak'abal).


domingo, 10 de maio de 2009

Recordar é Viver (Versão Dia das Mães)


A fotografia está envelhecendo, mas nela, o tempo parou. Lá estou eu e minha mãe num passado distante, com toda uma vida nos esperando pela frente. Esta foto representa com carinho minha infância: anos oitenta, Praça Floriano, Cinelândia, centro da cidade do Rio de Janeiro. Cine Pathé ao fundo, orelhões da TELERJ (ainda se usavam fichas para telefonar!) e crianças que pagavam para “dar milho aos pombos”.
Hoje em dia não sei nem se ainda existem pombos nessa quantidade lá, a única coisa que me importo mesmo é de preservar a nostalgia e a saudade que tenho de uma época que, infelizmente, não volta mais e que talvez seja impossível reproduzi-la em palavras tão bem quanto a memória o faz.

Nesses momentos mágicos em que meus passos ainda não eram tão firmes e que minha felicidade era um picolé da (extinta) Yopa, ela era a pessoa que estava sempre comigo. Fosse para alimentar despretensiosamente os pombinhos do Centro, fosse para limpar minha boca após o picolé de chocolate, fosse para se desdobrar em dinheiro e me dar de presente aquele brinquedo que eu tanto queria, lá estava ela: aquela figura denominada mãe, alcunha que me espantaria muito não ser uma outra forma de se denominar os Anjos.

Hoje me lembro com carinho as tardes das férias de verão, das festas infantis, dos passeios, das viagens em família. Lembro do purê de batata, do ovo cozido com sal, da sopinha de letras e a bronca pra não fazer barulho ao “sugar” o caldinho. A galinha azul que enfeitava a cozinha não está mais lá e a cozinha também já não é mais a mesma. A casa também não. E nós também não somos mais as mesmas. Posso lembrar das dúvidas do ginásio, da pesquisa sobre provérbios, da primeira aula de sapateado, e da primeira aula de música onde ouvi a Canção do Expedicionário (sem saber que ela iria escrever o curso da minha história).

No dia 2 de junho de 2008 eu saía de casa para nunca mais voltar. Foi neste dia que ingressei na Escola de Especialistas de Aeronáutica e foi a partir desta data que aprendi o significado da palavra mãe e a falta que ela faz. Não é preciso dizer muito, palavras não definiriam com precisão o que eu sinto. Atualmente na Academia da Força Aérea, hoje preciso aproveitar cada apertado final de semana que volto para casa, quando dá para voltar. Embora esteja vivendo um momento único na minha vida, a saudade só não é maior porque sei que por onde eu estiver, ela também está; em pensamento, em orações.

Cheguei até onde quis com espírito alerta. E agora, já no crepúsculo dos sonhos, das vitórias, dos amores, das dores, do "MACTE ANIMO", eu me volto à realidade e vibro... E vibro, justamente porque foi esta mulher, mãe, amiga que me proporcionou os alicerces para a vida. Percebo que tudo, toda nossa história, vontades, aspirações, fotografias, vida e sonhos ainda ficam guardados num cantinho só nosso. E é por isso que às vezes não tenho vontade de voltar. Mas eu volto. Por que? Porque além de tudo é preciso alçar vôos cada vez mais altos...

Mãe! Que possa a vida ofertar-me filhos; Que possa eu ser para eles o que fostes para mim: um exemplo de amor. E que a fotografia perpetue no tempo através de gerações e gerações contando a sua história...

sexta-feira, 8 de maio de 2009

Jamais esqueceremos...

... daqueles que deram sua vida, por nós.

Dia 8 de Maio de 2009: 64 anos do término da II Guerra Mundial. Dia da Vitória.

sábado, 2 de maio de 2009

Livro de Colorir

Pocahontas - Cores do vento - Clique e Ouça!

Trecho
"Já ouviu um lobo uivando para a lua azul?
Será que já viu um lince sorrir?
Você é capaz de ouvir as vozes da montanha?
E com as cores do vento colorir?"



"Mochila, lancheira, uniforme, calcinha, um pé de cada meia, agasalho, shampoo, sabonete, patinho, banheira, espuma, cabelo, talquinho, toalha, roupão, roupãozinho, pijama, pantufa… Abre a boca e feche os olhos, outra colherada… Historinha, um beijo, coberta, bom sono... !"

O tempo passa, o tempo voa e por enquanto a Isabella continua numa boa. Lá está ela quietinha na barriga da minha irmã. Por enquanto, né? Falta pouco para sua chegada e a tia aqui que acabou se tornando coruja, já começa os preparativos. Dias atrás ganhei um concurso literário de uma revista de bebês e então foi uma festa quando recebemos os prêmios. Aí por causa disso tudo e de muito mais, fiquei pensando hoje em algumas coisas. É engraçado como a vida se encarrega sozinha de dar destino a todos os acontecimentos. Ela própria joga no lixo o passado terrível, as pessoas que entraram na sua vida e não acrescentaram e, em troca disso, traz presentes desmedidos de amor. Uma criança representa alegria, cores, sorriso, vida. Quem é que pode fechar a cara diante de um sorriso de bebê? Não existe tal possibilidade. E enquanto isso, outros teimam em acreditar que a vida é complicada demais, insistem em histórias que não levam a lugar nenhum e aceitam viver infelizes em troca de um benefício futuro e incerto. E o que se torna ainda pior: mascaram suas faces interpretando uma falsa e efêmera felicidade. Eu rio disso, sabe por que? Porque se eu fosse essas pessoas estaria me acabando. Começo a perceber que o lado B do ser humano me parece mais interessante. E muito mais real.

Percebi uma coisa por esses dias: explodir às vezes é bom, principalmente quando se é - a maior parte do tempo - tranquila.

terça-feira, 21 de abril de 2009

Porque todo feriado acaba...


Feriado, coberta, lanchinho, visita agradável, uma televisão.
Gosto particularmente dos dias nublados.

Nada como estar em casa. Nada como o Rio de Janeiro.

Família ê.
Família á.
Família aumentando.

Hoje é dia de voltar para São Paulo.
Amanhã é dia de Academia da Força Aérea.
Vamos pular poças e molhar transeuntes numa loucura urbana.
Antes que passe, antes que se acabe o júbilo dos Deuses.

Porque quando uma carioca vai embora, a cidade chora.
E chove chuva... chove sem parar...

sábado, 18 de abril de 2009

Desassossego


E na fantasia do momento
Quem de nós vai resistir mais tempo ?


domingo, 12 de abril de 2009

Coelhinho da Páscoa que trazes pra mim...

Vamos lá: para quem costuma frequentar (agora sem trema) esse blog, já percebeu que algumas mudanças foram feitas por aqui. Se mudar é preciso, por que não começar tudo diferente? A vida já é uma constante mesmice, vivemos uma eterna rotina diária, comemorando a chegada de cada feriado ou final de semana com uma alegria contagiante. Então chega. Hoje é domingo, dia de arrumar minhas malas e enfrentar oito horas (com muita sorte!) dentro de um ônibus para sair do meu Rio de Janeiro e chegar até a emocionante e movimentada cidade de Pirassununga, no interior de São Paulo, ou, como diria Judas, o lugar onde ele perdeu as botas. Não vai ser fácil esse tempo por lá, mas quando se opta por ser militar, algumas coisas precisam ser aceitas de qualquer maneira. E a gente vai vivendo assim: empurrando a segunda, a terça, a quarta e a quinta. Agonizando as horas na sexta e achando sábado e domingo ligeiro demais para ser aproveitado. Círculo Vicioso.

Enquanto isso, vou comendo meus ovos de páscoa, patrocinando o comércio das indústrias de chocolate e sendo feliz com a endorfina liberada a cada mordida. Boa páscoa aos leitores e que este dia seja mais do que o término de um final de semana; que seja a personificação do seu verdadeiro significado, da ressurreição, do renascimento. Se algo morreu em você, faça reviver!


E que o coelhinho deixe apenas chocolates... não dor de barriga !

quinta-feira, 2 de abril de 2009

Porta-Retrato

Pausa para um close na Academia da Força Aérea.

" Eu tenho uma mania que já é tradição
De nunca me entregar, de nunca ir ao chão
Eu sei que o que eu faço pouca gente quer fazer
A fome o frio é grande, o cansaço é pra valer
Você que me critica vem fazer o que eu faço
No meio do caminho, você vai sentir cansaço
Uniforme camuflado e pouca água no cantil
A mochila bem pesada, e em guarda alta meu fuzil
Tem gente que admira e até para pra ver
Pra eles eu aceno, e aponto meu brevê!"


(E que saudades de casa...!)