sábado, 31 de janeiro de 2009

Simplicidade

Problemas, de todas as naturezas, sempre vão existir. Resolvi não esquentar mais com eles. Vou criando fórmulas para os enigmas da matemática da vida. As respostas podem ser surpreendentes. Não ligo mais se encontrar gente louca no meu caminho. Descobri que o mundo está cheio deles. Mas... e daí? Relaxo. E ignoro aqueles que ignoram a verdadeira essência da vida. Afinal, viver é uma arte que poucos sabem.


...porque viver é cair em queda livre...

sábado, 24 de janeiro de 2009

É bom ser criança enquanto puder...

E de repente viu-se diante de um grande portal. No princípio, a curiosidade era tão grande que não importava bem a grandiosidade daqueles portões; era preciso saber o que de surpreendente poderia existir do outro lado. E assim chegou ao Caminho do Mundo. Logo, deu de cara com casas que lembravam a arquitetura de muitos lugares que já havia visto em alguns livros.

Que estranho era tudo aquilo! Mas também que magnífico! Uma espécie de balão parou à sua frente e a levou para bem alto. Lá de cima pôde ver que nem tudo era tão esplêndido assim... Desceu do balão e viu-se diante de uma enorme e assustadora catacumba.

Enquanto recuava, esbarrou com uma espantosa múmia que dormia profundamente o sono dos mortos. Ufa, olhando bem não dava tanto medo assim, mas... Para quê foi abrir a boca! As portas daquela gigantesca catacumba abriram-se e de dentro dela saíram as mais terríveis e medonhas criaturas que fugiam de um arqueólogo ensangüentado. Um faraó e uma rainha egípcia também apareceram e vinham ao seu encontro. Pôs-se a correr sem rumo de tal forma que foi parar dentro de uma pirâmide escura. Mas o que é isso? Tem algo se mexendo debaixo dela! E esse barulho? Parecem... trilhos!

E no meio da escuridão era conduzida dentro de algo que se movia e girava em torno do seu próprio eixo. Durante alguns minutos não sabia onde estava e quando finalmente foi lançada fora dali, descobriu-se em pleno faroeste... dentro de uma balsa, atravessando um Rio Bravo! Após sobreviver a mais essa façanha, percebeu que para voltar aos imensos portões, teria que se aventurar um pouco mais.

Foi preciso pilotar carros em alta velocidade, atravessar lagoas pendurada em uma fina corda, andar em naves espaciais e estabelecer íntimos contatos com os personagens da Vila Sésamo que a ajudaram a chegar de onde viera. Finalmente a aventura estava desvendada. Ela simplesmente tinha voltado a ser criança. Ela simplesmente passou um dia inteiro num país chamado Hopi Hari.Fica a dica para o final das férias e até mesmo carnaval: quem ainda não conheceu o "Imigradero" de Hopi Hari em Campinas/SP, faça! O passeio é inesquecível!



sábado, 3 de janeiro de 2009

A vida ao lado do pior cão do mundo


Nessa primeira semana de 2009, assisti ao primeiro filme do ano: Marley & Eu, longa adaptado do livro de John Grogan. Nunca tive boas impressões de adaptações literárias e a coisa se complicou muito depois de filmes como O Código DaVinci. Entretanto, como poucos livros conseguem me emocionar profundamente, resolvi que seria um bom momento para deixar minha aversão a esse tipo de filme de lado e assistir a versão cinematográfica do pior cão do mundo.

Depois de alguns muitos meses sem aparecer em cinemas, deparei-me com novidades no modo de comprar ingressos - totalmente virtual - e absolutamente prático. Mas, mesmo com toda praticidade eu me enrolei. E me atrasei para o filme. E atrasei toda a fila atrás de mim. Comprei um "combo" gigantesco de pipocas cujo qual eu nem sabia por onde começar a segurar ou, onde pôr para abaixar meu assento e enfim, começar a assistir o filme.

Tenho uma Beagle. Ela sempre foi a pior cadela do mundo , a pior raça do mundo até eu conhecer a história de Marley e os Labradores. Se tudo aquilo o que eu vi foi mesmo real, tenho certeza que com a venda dos livros e o sucesso de bilheteria, John Grogan já recuperou com um lucro extraordinário todos os estragos feitos pelo seu cão dentro de casa.

Grande parte de Marley & Eu é bastante cômica. Cenas hilárias e diálogos divertidos compõem mais da metade do filme. Não me lembro de me divertir assim em cinema há muito tempo. Porém, em determinado momento do filme, as risadas cessam e cedem lugar a pequenos soluços ouvidos de diversas direções da sala de exibição. Eu também chorei e poucos filmes conseguem me arrancar lágrimas dessa forma.

A pretensão aqui não é fazer nenhuma espécie de crítica do filme, pois nem tenho conhecimento para isso. Assistir ao Marley & Eu foi uma experiência encantadora e minha impressão pessoal, como leiga, foi maravilhosa. O filme não é uma cópia fiel do livro, mas chegou bem próximo disso e conseguiu me fazer acreditar que pagar dezoito reais* para assistir uma sessão pode até valer pena. Às vezes ! Só não foi legal ouvir que os Beagles fogem de casa quando pressentem a morte. Vou ficar de olho na minha !



* O cinema está mesmo caro assim no Rio de Janeiro e estão querendo acabar com a meia entrada dos estudantes. Recebi um protesto em forma de panfleto na porta do Shopping em que assisti Marley & Eu e constava o endereço de blog cujo qual prometi divulgar: Meia Entrada Sim. Eu já não pago mais meio ingresso, mas já fui estudante um dia ! Está feita a divulgação!