domingo, 15 de março de 2009

Pequeno Mundo Cor-de-Rosa

Há uma coisa estranha no ar quando você começa a se acostumar com a idéia de que vai se tornar tia em alguns poucos meses. Primeiro vem a sensação de que você e sua irmã (ou irmão) não são mais crianças, que aquela fase de guardar segredinhos e falar dos meninos da novela passou e que mais longe ainda se foi a época em que vocês discutiam pela melhor Barbie, pela cor de pino mais bonita do Banco Imobiliário ou pra saber quem sentaria no banco da frente do carro.

As coisas ficam bem mais estranhas ainda quando você é a irmã mais velha. Parece que muda um pouco a ordem natural das coisas, mas como isso também não altera o produto, o fato é: você vai ter um sobrinho e ponto (no meu caso, sobrinha). E aí fica aquela sensação esquisita de mudança de geração. Pessoas novas chegando, outras partindo e você ficando, no meio de tudo isso, meio absorta com a velocidade do tempo.

O quarto apagado vai tomando cores e formas de criança. Os velhos brinquedos vão sendo restaurados, os novos brinquedos vão encantando, o silêncio dos dias serão preenchidos com gritos, choros e risadas infantis. Há coisa melhor do que criança correndo pela casa e agarrando suas pernas, te chamando de dinda?

Ainda não penso em ter filhos, embora os queira, mas por enquanto vou curtindo a idéia de ter uma sobrinha, de dar as mãos para atravessar a rua, de levar para tomar sorvete no parque, tirar fotos no Jardim Zoológico e convencer que o Merthiolate não dói, quando seu primeiro ralado no joelho aparecer.

Sendo assim, pode chegar, Isabella, que este mundo é inteiro seu!