domingo, 24 de maio de 2009

Bom dia estrelinhas brilhantes, a Terra diz 'Olá!'

"Tudo aqui é comestível! Até mesmo eu sou comestível meus queridinhos. Mas... aí seria canibalismo e algumas sociedades costumam reprovar isto!”

Um tipo de quem não está nem aí para as convenções sociais, sabe? Um tipo que não liga para criancinhas mimadas e birrentas. Um tipo excêntrico, enigmático, sádico, dono da risada mais estranha do mundo. Um tipo masculino que usa hidratante capilar. É por isso que por Wonka eu suspiro. Só por Willy...

Porque no fundo somos todos um pouco misantropos...

Das Coisas que não vemos...

"Vista de longe, a montanha parece ser azul.
De perto, porém, sabemos que ela é verde. O mar, de longe, é azul.
De perto, a gente vê que ele é verde. O céu está perto ou longe?
O céu está longe. Logo, o céu é verde."

(Crença Maia citada pelo poeta guatemalteco Humberto Ak'abal).


domingo, 10 de maio de 2009

Recordar é Viver (Versão Dia das Mães)


A fotografia está envelhecendo, mas nela, o tempo parou. Lá estou eu e minha mãe num passado distante, com toda uma vida nos esperando pela frente. Esta foto representa com carinho minha infância: anos oitenta, Praça Floriano, Cinelândia, centro da cidade do Rio de Janeiro. Cine Pathé ao fundo, orelhões da TELERJ (ainda se usavam fichas para telefonar!) e crianças que pagavam para “dar milho aos pombos”.
Hoje em dia não sei nem se ainda existem pombos nessa quantidade lá, a única coisa que me importo mesmo é de preservar a nostalgia e a saudade que tenho de uma época que, infelizmente, não volta mais e que talvez seja impossível reproduzi-la em palavras tão bem quanto a memória o faz.

Nesses momentos mágicos em que meus passos ainda não eram tão firmes e que minha felicidade era um picolé da (extinta) Yopa, ela era a pessoa que estava sempre comigo. Fosse para alimentar despretensiosamente os pombinhos do Centro, fosse para limpar minha boca após o picolé de chocolate, fosse para se desdobrar em dinheiro e me dar de presente aquele brinquedo que eu tanto queria, lá estava ela: aquela figura denominada mãe, alcunha que me espantaria muito não ser uma outra forma de se denominar os Anjos.

Hoje me lembro com carinho as tardes das férias de verão, das festas infantis, dos passeios, das viagens em família. Lembro do purê de batata, do ovo cozido com sal, da sopinha de letras e a bronca pra não fazer barulho ao “sugar” o caldinho. A galinha azul que enfeitava a cozinha não está mais lá e a cozinha também já não é mais a mesma. A casa também não. E nós também não somos mais as mesmas. Posso lembrar das dúvidas do ginásio, da pesquisa sobre provérbios, da primeira aula de sapateado, e da primeira aula de música onde ouvi a Canção do Expedicionário (sem saber que ela iria escrever o curso da minha história).

No dia 2 de junho de 2008 eu saía de casa para nunca mais voltar. Foi neste dia que ingressei na Escola de Especialistas de Aeronáutica e foi a partir desta data que aprendi o significado da palavra mãe e a falta que ela faz. Não é preciso dizer muito, palavras não definiriam com precisão o que eu sinto. Atualmente na Academia da Força Aérea, hoje preciso aproveitar cada apertado final de semana que volto para casa, quando dá para voltar. Embora esteja vivendo um momento único na minha vida, a saudade só não é maior porque sei que por onde eu estiver, ela também está; em pensamento, em orações.

Cheguei até onde quis com espírito alerta. E agora, já no crepúsculo dos sonhos, das vitórias, dos amores, das dores, do "MACTE ANIMO", eu me volto à realidade e vibro... E vibro, justamente porque foi esta mulher, mãe, amiga que me proporcionou os alicerces para a vida. Percebo que tudo, toda nossa história, vontades, aspirações, fotografias, vida e sonhos ainda ficam guardados num cantinho só nosso. E é por isso que às vezes não tenho vontade de voltar. Mas eu volto. Por que? Porque além de tudo é preciso alçar vôos cada vez mais altos...

Mãe! Que possa a vida ofertar-me filhos; Que possa eu ser para eles o que fostes para mim: um exemplo de amor. E que a fotografia perpetue no tempo através de gerações e gerações contando a sua história...

sexta-feira, 8 de maio de 2009

Jamais esqueceremos...

... daqueles que deram sua vida, por nós.

Dia 8 de Maio de 2009: 64 anos do término da II Guerra Mundial. Dia da Vitória.

sábado, 2 de maio de 2009

Livro de Colorir

Pocahontas - Cores do vento - Clique e Ouça!

Trecho
"Já ouviu um lobo uivando para a lua azul?
Será que já viu um lince sorrir?
Você é capaz de ouvir as vozes da montanha?
E com as cores do vento colorir?"



"Mochila, lancheira, uniforme, calcinha, um pé de cada meia, agasalho, shampoo, sabonete, patinho, banheira, espuma, cabelo, talquinho, toalha, roupão, roupãozinho, pijama, pantufa… Abre a boca e feche os olhos, outra colherada… Historinha, um beijo, coberta, bom sono... !"

O tempo passa, o tempo voa e por enquanto a Isabella continua numa boa. Lá está ela quietinha na barriga da minha irmã. Por enquanto, né? Falta pouco para sua chegada e a tia aqui que acabou se tornando coruja, já começa os preparativos. Dias atrás ganhei um concurso literário de uma revista de bebês e então foi uma festa quando recebemos os prêmios. Aí por causa disso tudo e de muito mais, fiquei pensando hoje em algumas coisas. É engraçado como a vida se encarrega sozinha de dar destino a todos os acontecimentos. Ela própria joga no lixo o passado terrível, as pessoas que entraram na sua vida e não acrescentaram e, em troca disso, traz presentes desmedidos de amor. Uma criança representa alegria, cores, sorriso, vida. Quem é que pode fechar a cara diante de um sorriso de bebê? Não existe tal possibilidade. E enquanto isso, outros teimam em acreditar que a vida é complicada demais, insistem em histórias que não levam a lugar nenhum e aceitam viver infelizes em troca de um benefício futuro e incerto. E o que se torna ainda pior: mascaram suas faces interpretando uma falsa e efêmera felicidade. Eu rio disso, sabe por que? Porque se eu fosse essas pessoas estaria me acabando. Começo a perceber que o lado B do ser humano me parece mais interessante. E muito mais real.

Percebi uma coisa por esses dias: explodir às vezes é bom, principalmente quando se é - a maior parte do tempo - tranquila.