quinta-feira, 26 de novembro de 2009

Preguiça Ideológica

Até gostaria de mudar o mundo, mas...
...tenho que trabalhar.



Até gostaria de mudar o mundo, mas...
...deu preguiça de explicar.



Até gostaria de mudar o mundo, mas...
...esqueci como faz.



Até gostaria de mudar o mundo, mas...
Eu estou esperando alguém começar...


terça-feira, 24 de novembro de 2009

Alma Legendária



Olhares pousados nesse vídeo que hoje é motivo de saudade. E surpresa boa! Todo mundo se lembra bem da época de escola, aqueles tempos em que nossa maior preocupação era apenas estudar e nem sequer percebíamos o quanto isso era bom. Depois que esse tempo passa, ficam apenas as saudades. Lembranças dos amigos, professores, inspetores. E é aí que de repente a gente se depara com um vídeo na internet e sente o coração apertar. Eu não cursei meu segundo grau em escolas ditas normais. Foram quatro anos na Fundação Osório, escola que faz parte do Sistema Colégio Militar do Brasil, situada no Rio Comprido, RJ. Uma Fundação comandada pelo Exército, rígida em seus costumes, que exigia muita dedicação nos estudos e criada inicialmente como Orphanato Osório, para abrigar as filhas órfãs de militares que morriam em combate, uma vez que o Colégio Militar do Rio de Janeiro permitia apenas o ingresso masculino em seu corpo. Hoje, as duas escolas são mistas e, quando passo perto dela, nos dias atuais, percebo o quanto aquele lugar cresceu. E quando vejo crianças tão pequenas carregando a responsabilidade daquele uniforme, sinto-me confiante nas gerações futuras. Eu não teria coragem de assistir uma formatura do corpo de alunos da Fundação, os “Cadetes de Osório”. Acho que não suportaria. Passei por muita coisa naqueles quatro anos e, embora tenha passado a maior parte do tempo numa felicidade quase despercebida, algumas lembranças não são tão boas. Entrei nessa escola pela minha admiração acerca do militarismo e, muitos colegas que se formaram comigo estão trilhando caminhos pelas Forças Armadas do Brasil. Outros, todavia, seguiram caminhos diversos, uma vez que não se adaptavam aos tradicionais costumes escolares. Eu sinto saudades das formaturas, das broncas do Cel Melquíades e de quando ele fazia todo mundo cantar o Hino várias vezes até que ficasse bom. Sinto por não ter permanecido mais tempo no Bandeirante, teria aprendido coisas muito úteis para o que hoje sou: militar. Os sonhos que comecei construindo nas alamedas desta escola se tornaram frutos na Força Aérea Brasileira. E, coincidência ou não, no Distrito FO, eu pertencia ao grupamento Águia Altaneira, Equipe Condor. Quando assisti esse vídeo, me deu uma vontade enorme de pisar naquele lugar, mas se algum dia eu lá retornar, será mesmo para agradecer aos instrutores que um dia me ensinaram a encaixar a boina na cabeça corretamente, que me fizeram desejar a insígnia da Legião de Honra, que me fizeram ter orgulho de vestir aquele uniforme que sobressaía sobre qualquer outra escola no Rio de Janeiro, que nos amenizaram as rixas com o Colégio Militar. Foi preciso muitas advertências na caderneta, algumas quedas em formaturas longas, além de Ordem Unida e Disciplina Consciente para entender que aquilo que se leva dessa vida é a vida que a gente leva. Quantas lembranças... Saudades eternas no coração de uma aluna.

E que as novas gerações vibrem por entre os Pavilhões Epitácio Pessoa e Marquês do Herval, afinal, é mesmo como dizia a nossa canção...

(Foto retirada da Web)

"À Osório a certeza
de saber que do passado
ficará em nossa história
o teu nome, firme, gravado!"

segunda-feira, 23 de novembro de 2009

Senta que lá vem a história...

"(...)O menino maluquinho não conseguiu segurar o tempo! E aí, o tempo passou. E, como todo mundo, o menino maluquinho cresceu. Cresceu e virou um cara legal! Aliás, virou o cara mais legal do mundo! Mas, um cara legal, mesmo! E foi aí que todo mundo descobriu que ele não tinha sido um menino maluquinho... Ele tinha sido era um menino feliz!"




Ziraldo


Dia desses, navegando por terras Orkutianas, conheci uma comunidade que falava dos brinquedos da minha geração. E quando falo em geração, refiro-me à infância dos anos oitenta e início dos noventa. Eu sei que meus incautos leitores irão dizer: “Nossa, mas que assunto clichê! Todo mundo pensa que seu tempo era o melhor.” Pode até ser que a geração dos anos cinqüenta tenha sido melhor do que a dos anos sessenta e essa melhor do que a de setenta e por aí pára. Simplesmente porque, no quesito criança, é quase indiscutível que a geração 80 viveu uma realidade inesquecível. E isso é fácil comprovar perguntando para qualquer um que tenha lá seus vinte e poucos anos. Nasci em 1984. Hoje, na minha idade atual, curtindo ainda muitas coisas infantis e gastando uma parcela salarial em brinquedos e especialmente coleções antigas, faço questão de proporcionar à minha sobrinha, por exemplo, uma infância menos enganosa. Por que enganosa? Porque lamento muito por crianças que pensam que se divertem com jogos eletrônicos (e muitas vezes agressivos), computadores ultra-equipados, passeios em Shopping Centers ou novela das oito. Sim, porque eu acho assustador ver criança assistindo novela de “gente grande”, uma vez que nem eu mesma consigo assistir. É por essas e outras que agora quero fazer um passeio no túnel do tempo. Se recordar é viver, quero viver de novo a sensação indiscutível de puerilidade e liberdade que existia nos jovens corações. Porque não há jeito de voltar atrás. Porque é impossível exigir que atualmente as coisas sejam como eram antes. E porque a infância não é eterna, infelizmente passa. Entremos na Máquina do Tempo. Vem comigo?





Quem nunca comeu um desses caramelos que atire a primeira pedra! Eu me lembro que minha avó comprava uma porção deles e eu comia um atrás do outro, sem pestanejar. Ele tinha um sabor inconfundível e sua embalagem clássica deixou saudade. Hoje as crianças chupam caramelos? Não, chupam Halls. E preta. Isso me causa medo.






Chocolate Lollo. Hoje em dia ele vem numa caixinha de bombom da Nestlé e é conhecido como Milkbar. Seu sabor, infelizmente, não é mais o mesmo também.





Cigarrinhos de Chocolate. Politicamente incorreto né? Mas a gurizada gostava de tirar onda com ele, mesmo na inocência do “não saber” o mal que cigarro realmente faz. Era bom imitar os adultos, na época, influenciados pela mídia dos Marlboros.






Mola Maluca. Quem é que nunca a colocou no topo de uma escada só pra vê-la descer os lances todinhos? E quem é que não acabou quebrando-a ao tentar estica-la demais?








Essas canetinhas da Playcolor também deixaram saudades. Elas vinham com uma canetinha branca que apagava a cor das outras. Era bom, pois assim a gente podia “borrar” à vontade e fazer efeitos muito legais nos desenhos.








Lango-Lango. Eu tive um boneco desses. A gente colocava a mão dentro dele e ficava manejando dois botões, que tinham a função de fazer o Lango-Lango dar socos, como lutador de boxe.






Esse é o Murphy. Diz minha mãe que eu tinha medo desses macacos. Não lembro disso. O que me recordo é de um Natal onde provavelmente fora combinado com uma vizinha de tocar a campainha lá de casa à meia-noite. Abri a minha caixa e tinha um Murphy lá dentro. A gente apertava a barriga dele e ele emitia um som tipo arroto.




Esse é o famoso Pirocóptero. A gente chupava o pirulito e torcia para que ele acabasse logo para ficarmos girando o palito no ar depois. Uma vez, quando fizemos obra na casa em que morávamos e eu já era adolescente, achei um pirocóptero enterrado no chão! Quanta história aquele brinquedinho não devia ter...




Pogobol. Esse eu me recuso a falar. Sabe aqueles recalques infantis? Sempre quis ter um e minha mãe, precavida do jeito que era e conhecendo a filha que tinha, não me deixou ter um desses. Pôxa. (PS: O Blogger é site de Malandro e encrencou com o minha imagem do Pogobol. Que CUUU).


O clássico. Falar dos anos 80 e não citar este cara é o mesmo que falar do Rio de Janeiro e não citar praias. Fui uma fã de vídeo-games. Comecei com este rústico Atari, passando por outras variações do mesmo, tive um Master System, um Mega Drive e um Nintendo. Aí cresci. Lembro dos “Jogos de Verão”, do “Enduro”, “Pac-Man”, “River Raid” e um bonequinho que ficava
pulando em blocos de gelo na neve. Até hoje me lembro do barulhinho chato que tinham esses games e de quando era preciso “soprar” a fita para ela funcionar.


Quantas tardes felizes passaram na minha infância cercada por essas coisas que, na época, eram novidade e faziam a alegria da criançada. Quanta saudade tenho das brincadeiras no quintal, na piscina, na rua. Essas lembranças aí de cima não são 1% do que minha geração viveu. Nós fomos o público do Topo Gigio, Vovó Mafalda, Bozo. Fomos baixinhos da Xuxa, víamos nossas mães assistir Note & Anote, crescemos assistindo Carrossel, Tom & Jerry, Picapau, Punky – a Levada da Breca, Alf, Família Dinossauro, Smurfs, Muppets Babies. Fomos crianças de passar as tardes brincando com o Forte Apache, torturando soldadinhos de plástico, montando casas inteiras com Lego e Playmobil, fazendo do tanque de lavar roupa, o clube e a piscina da Barbie, brincamos de massinha. Fomos crianças de encontrar joaninhas e “bicho-fedorento” nos quintas. Colecionamos figurinhas, jogamos gude, bafo-bafo, mico-doido. Tomávamos sacolé e fazíamos muita caligrafia na escola.

Eu não sou nostálgica, apesar de parecer. Apenas sinto-me na obrigação de me revoltar com um mundo onde se acabou a fantasia, os sonhos, as brincadeiras de crianças. Talvez sejamos nós que tenhamos construído isso. Hoje, vejo bons cientistas, curas de doenças sendo encontradas, especialistas e inventores. Todos eles cresceram comigo. Como serão os adultos do futuro que hoje crescem cercados de excessiva proteção, falta de liberdade e entrada precoce na adolescência? Como serão os adultos do futuro, filhos de famílias desestruturadas, de pais e mães desnaturadas? Criados por avó?

Não sei se quero ficar bem velhinha para ver o que vai acontecer. Mas enquanto puder manter viva a lembrança de uma época feliz, incrivelmente feliz, assim o farei.

sexta-feira, 20 de novembro de 2009

Alegria, Alegria

Uêba, já chegou sexta-feira!

E, como ando com ímpetos consumistas é melhor tomar cuidado.

Jingle bell, Jingle bell....

quinta-feira, 19 de novembro de 2009

Na vitrola...

Quando você é militar, acaba se submetendo à algumas coisas como ficar imóvel debaixo de um sol de meio-dia para homenagear a Bandeira Nacional. Ok, tudo muito lindo, uma causa até nobre se você não começasse a ter vertigens meio psicodélicas. Sabe televisão quando fica fora do ar? Acrescente aí alguns pontinhos verdes piscantes, uma leve sensação de dormência e surdez. E eu nem bebo. Foi mais ou menos dessa forma que enxerguei o mundo hoje e, para desestressar, nada como ouvir música. Falemos delas, pois.

Eu estava aqui pensando em como as músicas fazem parte da nossa vida meio que sem querer. Às vezes escuta-se num lugar qualquer e ela fica martelando dias na cabeça até fazer lavagem cerebral (é desta forma que cd's são vendidos, que músicas são baixadas e que o Youtube fica lento). Ou então marcam época, sonhos, vontades. Eu sei lá. Só sei que desde pequena levava meu “walkman” (ui...) nas viagens porque não curtia muito o silêncio. Hoje ouço meu MP3 quase todos os dias antes de dormir. E tenho algumas preferidas, é claro. Sei também que passamos por fases musicais. Isso, obviamente, conclui que um adolescente rebelde que escuta rock pesado pode muito bem se tornar um idoso que curta música clássica e deteste adolescentes rebeldes que escutam rock pesado. Todo mundo tem lá seus momentos. E por saber que a vida tem trilha sonora, compartilho um pouco das canções que considero parte da minha história.

video


Elton John. Não que eu escute todas as músicas dele, mas Sacrifice é uma canção que todo mundo já ouviu alguma vez na vida. E fala de amor. Nem todas as canções de amor são bonitas. Essa, pelo seu significado, dificilmente não estaria nos meus prediletos.

"E não é sacrifício nenhum
só quero uma simples palavra
Somos dois corações vivendo
em dois mundos separados."

video


Pet Shop Boys. Gosto de quase todas as músicas deles, mas Go West tem um gostinho especial pelo tema que retrata. Há certa referência ao socialismo, comunismo, talvez. À primeira vista, parece uma apologia ao sistema soviético. Gostava dela antes mesmo de entender seu significado, depois que descobri a tradução achei audacioso e tive ímpetos de fugir, também, para o Oeste, tamanha convicção da letra.
"Vá para o Oeste!
Lá a vida é tranquila
Vamos para o Oeste
Eu e você, meu amor."


Bob Marley. Essa é uma música do bem. Com algumas letras desse cara dá pra relaxar e tal. O reggae é legal de se ouvir em alguns momentos, embora não seja minha maior opção. Three Little Birds pelo seu trecho “Cantando não se preocupe com nada, pois se não se preocupar com nada, cada pequena coisa vai ficar bem?” Não é quase consolador escutar isso nos corre-corres da vida que nos deixam de cabelos em pé?


Bon Jovi foi um icone na minha juventude. Não tenho o que dizer dessa música, simplesmente curto e não canço de ouví-la, talvez porque eu também seja sempre mal-interpretada!

"Será que eu devia
Será que eu podia
Ter dito coisas erradas
Milhares de vezes?"


Na verdade, curto muito mais artistas e músicas nacionais, no entanto, o repertório seria grande demais para esse blog. Deixo isso para a próxima vez. Até logo, blogueiros, recolho-me aos aposentos para escutar mais músicas.

sexta-feira, 13 de novembro de 2009

Alegria, Alegria

Uêba, sexta feira! Se Jason não aparecer por aí, bom final de semana para todos!

quinta-feira, 12 de novembro de 2009

Eficiência é o nosso lemon...


Quando o nível de escravidão no seu trabalho atinge níveis estratosféricos, é hora de sentar e tomar uma limonada. Ou quem sabe duas. Um litro, talvez. Melhor dois, para não faltar.

Três?

Nunca contei isso aqui, mas sou viciada em "suquitcho de limon" e, nos últimos tempos, já que não bebo cerveja e Coca-Cola não é água, afogo minhas mágoas com os pacotinhos de TANG. Sim, caros leitores, sem TANG não sobrevivo. E eu não estou ganhando nenhum cachê para falar sobre isso aqui, mas comprem TANG. Só não viciem porque pode faltar no mercado. E crise de abstinência me deixa muito mal humorada, sabem como é, né?

Enfim, falei do TANG, mas o que eu queria dizer mesmo é que me impressiono comigo às vezes. Mesmo com muita preguiça, o que obviamente significa maior lentidão de raciocínio e menos produtividade, eu terminei tudo o que tinha para fazer no dia de hoje. Por favor, aplaudam minha competência. Clap clap clap!!!


UPDATE: Comentário do Mário muito engraçado. Não tinha parado para pensar...

quarta-feira, 11 de novembro de 2009

As Caldas de Poços


Sou uma pessoa suspeita para falar de Minas Gerais, simplesmente porque a minha paixão por essa terra supera qualquer expectativa. E, no último final de semana decidi satisfazer uma vontade antiga: conhecer Poços de Caldas, cidade que não fica muito distante de Pirassununga, SP, terra onde essa carioca que vos escreve se perdeu. Ossos do ofício, antes que perguntem os meus incaustos leitores. Bem, eu falava da viagem. E, se viajar para Poços de Caldas é tarefa agradável, imagina em boa companhia?

Poços de Caldas. Sul de Minas, cidadezinha aconchegante. Não há exatamente um roteiro pré-determinado de grandes coisas para se fazer, mas possui um excelente comércio local e algumas multinacionais. E claro, vale lembrar que é um ótimo local para ganhar uns quilinhos, como qualquer cidade mineira que se preza, com seus queijos, doces e vinhos. Poços vive basicamente do turismo e chegou a ser tema da escola de samba Beija-Flor, no Rio de Janeiro. Para quem quer passear, a cidade conta com parques naturais e quedas d’agua, além de passeios em charretes e teleféricos.

É por aí que estive e que tenho estado. É por aí que quero continuar. Por aí, vivendo, conhecendo, aprendendo, estudando. Repito: VIVENDO. Foi tanto tempo de insatisfação, de trabalho arrastado, que havia me esquecido o que é sentir-se genuinamente bem. Por isso passeio, por isso descubro lugares e por essa razão vejo que valeu a pena. Valeu a pena porque as coisas aconteceram como deveriam ter acontecido. Porque apesar de eu detestar clichês, a verdade é que aquela frase "no final, tudo dá certo" fez todo sentido comigo. Ainda tenho um longo caminho a percorrer. Tenho muito o que aprender, e a consciência disso me deixa feliz. Agüentei muita coisa sim, em alguns momentos achei que fosse realmente surtar; E se agradeço diariamente aos céus por estar fazendo coisas de que gosto, agradeço também diariamente por tanta gente boa, bacana e especial que tenho ao meu redor.

Já disse, sabiamente, o senhor Roberto Carlos: "se chorei ou se sorri, o importante é que emoções eu vivi". E continuarei a viver.
Prometo parar com os clichês.

terça-feira, 10 de novembro de 2009

Das considerações do dia-a-dia...

MORTE AOS TELEFONES!!!! Eu gosto muito do meu trabalho, apesar de ser escrava. Mas podiam colocar alguém para atender as 8759 ligações que recebo diariamente... Porque não dá pra atender direito o telefone tendo mais 10.000 coisas a fazer. Impossible!


Enfim...

A escravidão está me deixando monotemática ultimamente. Melhor parar por aqui. Droga viu? Saco! E descobri que escrever é uma das poucas coisas que me aliviam por inteiro. Já escrevi textos bem legais, há um tempo atrás, quando tinha mais tempo. Agora estou incapacitada. Falar é doer. Escrever é doer. Como isso é possível?


E descobri que família é uma comunhão de gente enrolada que carrega o mesmo nome. Na boa, uma viagem a Marte, por exemplo, faria muito bem vez ou outra.

domingo, 8 de novembro de 2009

"Tipo Assim..."

Porque é muito difícil entender ...
cada história que nos diz
algo sobre quem a contou !

E, como não há um destino a cumprir,
pois toda escolha diz quem eu sou...

Digam, por favor, para a autora dessa geringonça, que determinadas coisas a gente pensa, mas não expõe, para não causar constrangimentos e coisa e tal. Ajudem essa pobre alma. Oh não! Ela está chegannn...

*musiquinha de Psicose*

quinta-feira, 5 de novembro de 2009

De repente, Califórnia


Um dia vou pra Califórnia, viver a vida sobre as ondas, ser artista de cinema, porque meu destino é ser star.
Sempre soube que Lulu Santos era um visionário!


quarta-feira, 4 de novembro de 2009

Cyberbaby

Pronto. Dindinha não tem mais vez dentro de casa. O notebook agora é da afilhada. Acabou essa história de brincar com mordedores flácidos e sem graça. O barato mesmo é ver desenho na internet.

No meu tempo as coisas não eram assim...

terça-feira, 3 de novembro de 2009

Enquanto isso, no interior...

Dia 20 de novembro é feriado no Rio de Janeiro. Os cariocas sabem disso, mas, aqui, em Pirassununga...


O cenário é um Posto Médico.

Médica: - humm, vejamos... podemos marcar a próxima consulta no dia 20?
Minha irmã: - Ué, mas dia 20 não é feriado? Já sei! Vocês irão funcionar nesse dia, quanta eficiência!
Médica: - Hãn?! Feriado? Deixe-me ver aqui no calendário...
Minha irmã: - É!! É dia do Zumbi.
Médica assustada: Quê?! Dia do Zumbi?
Minha irmã: - Zumbi, uai...
Médica: - ???
Minha irmã: - A senhora nunca ouviu falar no Zumbi dos Palmares??
Médica aliviada: - aaaaaaaa.....

Éééé... porque aqui em São Paulo não tem feriado de Zumbi, nem de São Jorge e nem tantos outros simplesmente porque os prefeitos não são devotos o suficiente para isso. E eu afirmo: essa desculpa de que é porque eles gostam de trabalhar não cola! Pelo menos não numa cidade onde o comércio não funciona à noite e os restaurantes "fecham para o almoço". Ai que saudade do progresso.... !!!

segunda-feira, 2 de novembro de 2009

Bloco de Notas

A pior coisa da vida é quando você explode com alguém e se arrepende no segundo posterior... Fica aquele gosto amargo de remédio...

Anotar na agenda:

Lembrar que as pessoas não tem obrigação de conhecer a minha pessoa.

Lembrar que eu tenho mais obrigação de conhece-las todas (modo, maneiras-inteiras).
E, principalmente:

Arranjar um saco de amianto.

Impossível não falar das flores...

Não gosto de cidade do interior, definitivamente. Esse lance de muito verde e ar puro e passarinhos cantando, whiskas blá blá blá é conversa para boi dormir. Ou conversa de quem nunca passou uma temporada em grandes cidades. Nasci cinza e urbana. Gosto de gás carbônico, meu pulmão se acostumou a ele e meus ouvidos se adaptaram ao ruído das capitais. Se isso é bom ou ruim, não sei dizer. Só sei que aprendi a escrever muito cedo porque queria inventar o meu mundo. Publiquei minha primeira história aos treze anos e desde então não consegui mais parar. E penso que, as pessoas, para escrever, precisam sair do interior. Imagina só um monte de gente que nem nunca provaram do sal do mar, de repente acordam e abrem suas janelas: estão morando no centro da Avenida Nossa Senhora de Copacabana, no meio da muvuca. Quem é que não se inspirará por toda uma vida? E para refrescar meu estoque verborrágico, saí do interior para rever minha terra natal.

Feriado de Finados no Rio de Janeiro não faz sol. Não adianta fazer mandinga para Santa Clara e nem colocar clara de ovo na janela que não funciona. E, como carioca que se preza não gosta de dias nublados e não fica dentro de casa, o jeito é se render à máfia-center e escolher um shopping para ir, de acordo com o que você prefere ver. Digo isso porque alguns shoppings são pontos de encontro de roqueiros, outros de artistas, outros de surfistas e por aí vai... Eu não tenho muita paciência para passeios “fechados”, mas fui mesmo assim às compras. O Rio está lindo e cheio de novidades sendo preparadas para 2016. Acredito muito nessa cidade apesar dos pesares. E cheguei à seguinte conclusão: embora exista violência e ainda que ela seja estampada de forma tão taxativa nos telejornais do interior, percebo que ainda há alegria no olhar e nos gestos de um povo que vive o hoje. Simplesmente porque acham que viver amanhã já é muito tarde... Até mesmo porque a violência já consumiu o planeta terra inteiro. Mas não é o planeta terra inteiro que pode fazer uma caminhada no Alto da Boa Vista, por exemplo.

Dizem que o povo carioca é festeiro. Pudera... a gente sempre vira o ano na beira da praia, rompendo fogos e champagnes sob a proteção de Iemanjá. Quem é que não vai ser feliz assim?