domingo, 28 de fevereiro de 2010

Mudanças no Blog

A verdade é que depois de alguns acontecimentos na minha vida, ando me sentindo um pouco mais amadurecida do que antes. E é claro que os vinte e cinco anos refletem uma fase incrivelmente estranha na vida de uma mulher. Primeiro por estar na metade do caminho que leva à vida balzaquiana e, segundo, por estar, ainda, ligada à juventude dos vinte. E, envolta nesse meio termo, muitas coisas podem se tornar confusas. Enquanto o lado mulher está aflorado, o lado infantil ainda tenta conter as rédeas. Enfim, isso tudo para explicar a nova fase do blog (que pode durar pouco ou bastante, variando tanto quanto o humor), sei lá.

Existe uma etapa na vida que somos quase que obrigados a passar, é aquela fase em que vamos dando a cara à tapa e nos decepcionando a cada esquina. Agora estou mais cética quanto às pessoas, infelizmente. Em contrapartida, sinto-me capaz de muita coisa e já não me iludo tão facilmente. E isso vale também para sentimentos. O ruim é ser mal interpretada por pessoas ainda não resolvidas emocionalmente.

Bom, talvez seja este o Post Inaugural de 2010, apesar de terem tido outros. Os tempos de blog estão sendo um pouco mais escassos para mim, mas é quase impossível largá-lo no limbo da blogosfera, afinal, lá se vão seis anos de blogueira. Muitos blogs que nasceram na mesma época que o meu, não sobreviveram, por diversas razões. Eu me viciei nisso, fazer o quê?

Esse será um ano bem agitado. Viajar. Conhecer. Desbravar. Tenho alguns roteiros para descobrir no decorrer de 2010. A vida é isso. Descobertas, vivências e convivências. Até então o meu ano tem sido bom, mesmo com uma perspectiva bem pequena de sair da roça (lugar onde moro por força de trabalho e conveniência da Força Aérea) em tempo rápido demais para me deixar satisfeita. Mas compenso me divertindo até não poder mais. E não posso acreditar em pessoas que vivem seus dias tediosamente dentro de casa, encasquetando problemas, fumando o tóxico ar da falta de liberdade. Eu não consigo! No lugar dessa gente eu estaria é me acabando...

terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

Direto da Matrix



Estou usando bastante a massa cinzenta aqui na Matrix para projetar uma nova Geringonça. Paciência... logo, logo teremos mais posts.

domingo, 21 de fevereiro de 2010

Fabuleux


Uma viagem para Belo Horizonte, a coleção do Chaves no Mc Lanche Feliz, um filme de comédia surpreendente, a vontade de fazer uma tatuagem, novas perspectivas e mudanças para este blog e a descoberta dos pequenos e verdadeiros prazeres da vida fizeram brotar em mim quase o espírito da Amélie Poulain, mas tudo isso será conversa para outros posts. Aguardem as novidades! Seguidores são bem-vindos!

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010

Carnabelô


Quem é que não conhece a história de Pierrot, Arlequim e Colombina? Personagens da Commedia dell’Arte, estilo teatral da Itália do século XVI, estão bastantes presentes no nosso carnaval. Colombina é a jovem apaixonada que irá descobrir seu amor verdadeiro. O Pierrot é o amor puro que sabe esperar o retorno da amada. Pierrot representa aquele amor que sofre em silêncio e sempre vence. É representado, geralmente, pela figura de um palhaço triste com uma lágrima pintada no rosto. Já o Arlequim é a paixão que chega repentinamente e arrasa corações. Este personagem é caracterizado pelo rapaz esperto, ágil e malandro. As três figuras formam uma espécie de triângulo amoroso. Para quem não conhece a história, embora simples, vale a pena “googlar” para conhecer um pouquinho dela!

Enfim, carnaval batendo às portas e eu de malas prontas. Como não sou muito de foliar, escolhi como destino Belo Horizonte, para poder passear e, também, descansar. Tenho como Escola de Samba do coração o Salgueiro e, adoraria que repetissem a dose do ano passado, abrilhantando a Marquês de Sapucaí com suas cores, o vermelho e o branco.

Quando chega o carnaval, fico me lembrando da minha infância e das marchinhas que o Silvio Santos tocava. O mais curioso ainda é pensar que quando eu ouvia “A Pipa do vovô não sobe mais...” ficava imaginando uma pipa toda colorida que não levantava vôo por falta de esforço do vovô. Abençoada seja a santa inocência das crianças!

Desejo aos amigos blogueiros boa diversão nesse feriado, foliem bastante, divirtam-se sempre com bastante prudência, sem jamais esquecer que depois das brincadeiras todas, a vida tem que continuar...

Agora eu vou nessa porque o tempo ruge e a Sapucaí é grande!



terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

Companheiros, viver é lutar! *

Fernão Capelo Gaivota

Falar das coisas que podem também nos representar, não é fácil. Andei durante muito tempo observando o espécime humano. E pude chegar muito rápido a uma conclusão (muito mais rápido até do que eu gostaria): nós apenas nos diferenciamos dos animais pela simples e inútil capacidade de refletir sobre a própria morte. E, claro, não vale dizer que pensamos, desenvolvemos e criamos, pois os animais são capazes da mesma façanha. Pois bem. A minha visão acerca da natureza humana sempre foi invariavelmente muito pessimista. E isso me inclui, obviamente, embora eu tente nadar contra um mar de correntezas quando tento provar para mim mesma que ainda deva existir algum sentido (muito além das nossas capacidades de entendimento), para tudo isso o que somos e em que estamos nos transformando. Estou incluída na classe daqueles que estão inconformados com essa sociopatia que parece abater a humanidade. Infelizmente não sei conviver com pessoas que não se sentem estimuladas com a vida. O que eu observo é gente reclamando do seu dia-a-dia sem mover uma única palha para mudá-la. Mas ainda pior do que isso é perceber que se torna muito mais fácil para elas o jogo do empurra: onde um passado distante e não muito belo recebe toda a culpa das frustrações presentes e, comodamente, as futuras. Tenho ouvido coisas absurdas e medíocres. Não sei se é porque cresci ouvindo que “quem não cai da escada não aprende a levantar e quem não pula o muro não aprende a se arriscar” que por esta razão não lamento minhas perdas e fracassos a não ser que seja para me sentir mais impulsionada para lutar. O bom da vida é que não estamos condicionados a uma situação eterna e imutável. O bom da existência toda é que podemos escolher entre uma boa ou má condição, uma felicidade ou uma tristeza. Mas o bom mesmo é que podemos correr atrás com as nossas próprias pernas e lutar para chegar ao pódio. Ainda que o complexo processo do sistema vital nos seja desconhecido, ainda que nem tudo seja exatamente como a gente quer, tenho optado por ser feliz. Eu quero chegar lá. Mas lá mesmo, depois daquela linha do horizonte. Consegue ver? Não? Eu vejo. Porque eu quero ir além dos limites que me são impostos pelas dúvidas. E você?


* O Título deste Post refere-se à trecho da Canção do Especialista de Aeronáutica.
** O vídeo postado refere-se à trecho do clássico filme "Fernão Capelo Gaivota".

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

Quem nunca espiou, que atire a primeira pedra!

Dia desses, recebi um e-mail no qual um autor falava do Big Brother Brasil, programa diário da Rede Globo que todos nós conhecemos muito bem. Na mensagem, em forma de versos, mil críticas ao reality show. E eu fiquei pensando: bom, para um cara chegar a falar mal do BBB é porque já assistiu. E para explicitar tantos detalhes ruins, assistiu muito. Acho tudo uma grande hipocrisia. As coisas funcionam de forma bem simples. Todo mundo quer fechar os olhos para a realidade e é exatamente isso o que o Big Brother mostra: o dia a dia da convivência humana. Eu aposto que todo mundo já brigou em casa com alguém da família, ou algum amigo muito próximo. Já ficou com alguém só por ficar e depois se arrependeu. Já encheu a cara até cair. Já saiu com alguém na primeira noite e já teve relacionamentos que não deram mais certo depois da primeira semana. Qual o homossexual que nunca deu a cara a tapa para defender a causa gay? Estou certa também de que todas as mulheres já colocaram um biquíni mais cavado para chamar a atenção na praia. E também já falaram sacanagens para chamar a atenção de um homem. E esses então? Qual é o homem que não olha para uma mulher quase nua? Aí vem a sociedade hipócrita e diz que o Pedro Bial perdeu o escrúpulo ao chamar os confinados de Heróis. Para mim são heróis sim. Pode ser que eles busquem fama ou dinheiro. Mas quem é que não busca? Ficar preso numa casa durante meses, ainda que possua certo conforto e lazer, não é tarefa fácil, é preciso estar disposto. Distanciamento de familiares e, ainda, a sutil pressão psicológica que o enredo do programa propõe já nos mostra que ser um brother não é tarefa tão simples assim. É preciso ter paciência para suportar costumes e culturas diferentes de tanta gente que se junta num mesmo lugar e querem deixar a sua marca, sua forma de pensar. E é aí que os atritos começam. Tem que ter muito sangue frio para suportar um jogo, que apenas mostra, em forma resumida, a vida como ela é: uma competição onde todos querem se dar bem, sem se importar com o próximo, sem levar em conta sentimentos em prol do dinheiro. Bom, se os brothers são realmente irmãos, até duvido, afinal, são um milhão e meio em questão, mas que o BBB é sempre um colírio aos olhos femininos, isso eu não tenho a menor dúvida.