quinta-feira, 25 de março de 2010

Momento Diarinho

Minha sala na Academia da Força Aérea
Foto tirada dia 25/03/10 (Data errada na câmera)- Dia do Especialista de Aeronáutica

Sabe quando você olha ao seu redor e percebe que o corre-corre da vida não lhe deixa perceber o quanto você está bem e realizado consigo? Andava assim até parar para pensar dia desses. Eu não percebia onde cheguei e aonde posso chegar. Tenho um emprego estável o qual desejei por toda minha vida: ser militar. Apesar de estar servindo numa localidade que não curto muito, passei a aproveitar e a admirar o lugar por me proporcionar outras coisas. Já que a cidade não tem nada pra fazer, decidi dar um passo mais a fundo na vida adulta e ingressar numa faculdade de Administração. Quando terminá-la pretendo continuar na área militar, mas em postos mais elevados, por conseqüência. Além do trabalho, estou amando conhecer diversos lugares do Brasil. Adoro viajar e jamais abrirei mão desse prazer. Outra coisa que me deixa bastante tranqüila é poder ter a consciência de que me livrei de uma situação muito incômoda e chata no quesito relacionamento. Para quem não acompanhou posts passados, terminei um relacionamento que, se eu pudesse voltar no tempo, jamais o teria iniciado. Pessoinhas que não valem um minuto do tempo, coisas assim. Em compensação, conheci uma pessoa muito legal, inteligente, madura. E estamos ambos sorumbáticos, vivendo bons momentos juntos. Fora todas essas coisas, há quase um ano que a vida me ofertou uma linda sobrinha que eu mimo até não poder mais. E não me sinto culpada por isso e nem pelas críticas de educadores mais tradicionais. Criança tem mesmo é que ser feliz. E assim seguem os dias na minha vida: muito trabalho, muita cerimônia militar (e eu tombando em alguma delas!), um amor apaixonante, pés descalços e brinquedos espalhados numa casa contaminada pelo riso infantil. Tem coisa melhor do que isso?





domingo, 21 de março de 2010

Faça como nós: blogue!


Antigamente, lembro-me bem, tinha uma enorme aversão à blogosfera, principalmente por achar que tudo não passava de uma efêmera modinha. Ledo engano. O mundo dos blogs crescia e, junto com ele, nascia, também, o meu interesse. Em 2004, resolvi fazer parte dessa massa e criei o meu primeiro blog, a princípio sem nome algum, onde eu escrevia qualquer besteira em estilo “internetês” e enfeitava com muitos gifs e imagens piscantes. Ainda bem que essa fase não durou muito tempo e, em 2005, nascia o blog “Cala a Boca Já Morreu”, onde morria também o esdrúxulo internetês e onde começava de verdade a minha saga no mundo virtual dos blogs. De lá para cá, meu blog recebeu várias alcunhas, várias repaginações, vários estilos, mas nunca mais consegui parar. É claro que tiveram aquelas épocas onde um hiatus e outro eram essenciais, mas deixar de escrever nesta página tinha se tornado algo impossível. Blogar virou vício, mania, rotina.

E lá se vão seis longos anos de histórias. Infelizmente uma parte do meu blog hospedada no antigo Weblogger desapareceu da rede, como todos os outros que mantinham suas páginas nesse provedor. Posso me considerar uma blogueira veterana, pois já vi e vivi de tudo nessa blogosfera. Conheci amigos blogueiros que sumiram do mundo virtual, mantenho amizades com outros sobreviventes e a cada dia que passa, vou conhecendo mais e mais autores de páginas virtuais, gente que pensa e expõe, que fala e faz acontecer.

Isso tudo para parabenizar (meio atrasado) a todos pelo dia 20 de março, o dia do blogueiro. Eu não sei muito bem o que me faz ter vontade de blogar, só sei que é bom demais poder usar a liberdade de expressão como forma de interagir e conhecer idéias, mentes, pessoas. Parabéns blogueiros do Brasil e do mundo! Continuemos a nossa jornada de difundir um dos meios de informação mais dinâmicos da Internet, mesmo porque, se viver é arte, blogar faz parte!



segunda-feira, 15 de março de 2010

Dias melhores são Tim Burton

Ah, dormir... Existe prazer mais fácil do que este? Ando numa fase que, se pudesse, dormiria o dia inteiro, acordando apenas para ver um ou outro filminho na minha nova e gigante TV, comprada em infinitas e eternas prestações, esparramada na minha cama com lençóis rosa choque, devorando um pote de pipocas temperadas com sazón e muita, muita Coca-Cola com gelo e limão. Como diria Alex, do Laranja Mecânica: “videar, videar muito...” Enfim, mas isso não é possível na Via Láctea, meus caros leitores. Aqui, nós precisamos conquistar o pãozinho de queijo da padaria de cada dia, queimar os enfraquecidos neurônios para entender chefes que não sabem ser chefes, estudar bastante para as provas de faculdade, correr para não perder a hora... a hora do ônibus, a hora do almoço, a hora da novela, a hora de dormir, a hora de acordar...

Isso tudo pra dizer que eu precisarei muito arrumar um tempo no corre-corre da vida para assistir a estréia desse filme:



Afinal, se não vivemos no país das maravilhas, sonhamos com ele.
Perfeito!

quarta-feira, 10 de março de 2010

A Ditadura do Sutiã

Sutiã: usá-los ou não usá-los? Nós, mulheres, sabemos o quão incômodo pode se tornar o uso dessa peça do vestuário feminino em determinadas situações. Dias excessivamente quentes são um exemplo. Roupas justas, outro. E foi por causa de um vestido coladinho no corpo e a falta de um sutiã, que a Primeira-Dama Carla Bruni vem pagando seus pegados, depois de “pagar peitinho” em um jantar oficial com seu marido, o presidente francês Nicolas Sarkozy.

Sabemos bem que a tal queima de sutiãs nunca existiu e o que realmente aconteceu, foi uma cerimônia, em 1968, onde as mulheres reclamaram do uso de roupas opressoras, incluindo os sutiãs. E, apesar de criticada pela maioria da sociedade tradicional que condena a banalização da sexualidade, Carla Bruni recebeu, também, o apoio de muitos estilistas e profissionais do mundo da moda, que acharam a ousadia um tanto quanto sensual. A Primeira-Dama só veio a integrar o rol de famosas que chamaram a atenção por não usarem sutiã, como Victoria Beckman, Adriana Lima e Kate Moss.

Não integro o Hall da Fama, mas aplaudo de pé essas mulheres, corajosas e feministas. Não usar sutiã é moderno, é pensar no próprio conforto e bem-estar. É claro que não estou colocando em pauta roupas transparentes ou aquele momento entre quatro paredes onde um sutiã pode ser extremamente sensual ou até mesmo pessoas que possuem um volume excessivo na comissão de frente. Mas no dia-a-dia é desconfortável, incômodo, indesejado. Não curto o acessório e somente uso quando necessário, por isso, sou adepta aos “top’s” de algodão e elásticos., mesmo porque, meus seios são pequenos. E detesto comentários machistas, de homens que pulverizam movimentos contra a liberdade de escolha feminina. E, normalmente, homens que criticam o não uso do sutiã, são aqueles que vão dormir com cuecas largas, brancas e de algodão, de preferência com aquela abertura (diga-se de passagem, broxante) na frente.

Polêmicas à parte, existem até históricos de pessoas que perceberam melhoras de saúde após deixarem os sutiãs de lado, acusados de serem um dos causadores do câncer de mama. Mesmo os sutiãs adequados não devem ser usados durante muito tempo, sempre que possível os seios devem ficar livres, soltos, principalmente ao dormir, é o que dizem especialistas em saúde.

E, finalmente, sem a ditadura da moda que tanto assolou as mulheres por várias décadas, a queima de sutiã já não é mais um ato feminista, mas sim, uma batalha para a vida. Fico pensando: será que a imprensa criaria tanta polêmica caso o Presidente deixasse uma parte da cueca aparecendo? Será que a sociedade esqueceu que as mulheres lutaram por seus direitos e agora nunca deixarão de ser livres? É isso aí.


terça-feira, 9 de março de 2010

Take me Home

Nunca falei aqui, mas adoro canções do tipo "Country Roads", principalmente quando cantadas por John Denver. Pegar aquelas estradas do interior de Minas Gerais, Goiás ou terras de fazenda, ouvindo no último volume é maravilhoso. Já tentou? Se não tentou ainda, vale a pena curtir um pouquinho desse estilo de vida e começar o dia num ritmo diferente. Quando ouço esse tipo de música, sinto uma sensação indescritível de liberdade. E você, caro leitor, o que sente?




Este blog está mudando novamente. Aguardem novidades da Matrix.


segunda-feira, 1 de março de 2010

"Dez mil dificuldades não constituem uma dúvida." (Isaac Newton)

Cecília Meireles em seu poema "Ou Isto Ou Aquilo" disse:

"Quem sobe nos ares não fica no chão,quem fica no chão não sobe nos ares.
É uma grande pena que não se possa estar
ao mesmo tempo nos dois lugares!"

A pior das sensações humanas é a dúvida. Sem dúvida! E eu ando passando por um momento em que não sei exatamente o que é melhor para mim. Preciso tomar algumas decisões na minha vida que implicam em mudanças futuras, sem saber ao certo qual direção tomar. E essas decisões precisam ser rápidas! Aí, como boa virginiana que se preza, não me desligo do problema. E fico matutando o dia inteiro as possibilidades, alternativas, resultados. É difícil demais a vida adulta, minha gente. Se alguém, por ventura, encontrar um pozinho de pirlimpimpim dando sopa em algum livro velho do Monteiro Lobato, me avise. Faz-se necessário.


“O mal dos tempos de hoje é que os estúpidos vivem cheios de si e os inteligentes cheios de dúvidas." (Bertrand Russell)