domingo, 25 de outubro de 2009

Das Coisas que é preciso fazer despretensiosamente


Acordar cedo num dia de domingo e espiar o nascer do sol. Viajar para aquele lugar menos requisitado. Ler um livro que não está na lista de best-sellers do New York Times. Correr em frente à praia ou, se não tem praia, correr no campo, no asfalto, no centro da cidade, apenas correr e liberar energia do corpo. Mudar os móveis da casa de lugar. Mudar-se de lugar. Acender uma velinha para o anjo da guarda, quem vai dizer que um pouquinho de fé não é bom? Parar e dar atenção a um cachorrinho de rua. Gritar bem alto quando seu time fizer gol (para quê conter as emoções?). Beijar alguém que acabou de conhecer (de vez em quando por que não?). Se quiser transar, transe também (mas use camisinha!). Caso coma um salgadinho no lugar do almoço não se reprima: eles não fazem tão mal assim. Brinque com uma criança e como uma criança. Converse com um idoso. Brigue com alguém se achar necessário; não guarde nada dentro de você. Pare e admire uma paisagem, faça um esporte, encare aventuras. Escreva um diário para sentir saudades. E as sinta intensamente. Sente no chão, ande de meias, não se preocupe em sujar roupas novas. Sorria e abra portas. Assista ao pôr-do-sol, nem que seja da janela da sua casa. Tire muitas fotografias ao longo da vida, inclusive de cenas banais (elas são as melhores). Ria da sua sorte e da sua falta de sorte. Chore ouvindo uma música ou um filme triste. E, principalmente, sempre que puder... morra de amor.

3 comentários:

Francorebel disse...

Nossa que texto gostoso, nostálgico... valeu muito... abraço!

Naya Rangel disse...

Nossa, é um texto quase mágico eu diria ... Já fiz muitas dessas coisas ^^ Mas o recado é esse mesmo ... Viva!

Abraços!

Luís disse...

Esse texto me remete a uma vida das qual me distanciei faz tempo. Meu ritmo agora é de bastante estudo, livros e mais livros.
Mas confesso que sinto noltagia. Gostaria de que esse momento descrito acima voltasse. Ou talvez que viesse, apenas. Não tenho certeza se já o vivi.