segunda-feira, 31 de maio de 2010

Enquanto isso, na AFA...

Dia desses navegava pelo Tico-Tico (um site interno da Aeronáutica), e percebi que, no dia 28 de maio completei dois anos de serviço militar, duas vezes 365 longos dias vestindo o azul da Força Aérea. Parece incrível quando penso na velocidade do tempo e, como o mesmo pode ser relativo: durante os meus seis meses de formação na Escola, os dias se arrastavam manhosamente e a vida parecia parar. Eram longas as manhãs de suga, eram longas as noites não dormidas. Cada intervalo de quinze minutos entre as ralações do dia, eram muito bem aproveitados com cochilos e momentos de descontração. Eu não fazia a idéia de que lama tinha gosto e, claro, gosto ruim (!) ou de como a sujeira incomoda quando gruda no corpo. Muito menos tinha noção do quanto é bom uma cama quente e macia depois de uma longa jornada. Não é todo mundo que gosta da vida militar, mas nela, aprendi as melhores lições da minha vida, como o valor da camaradagem e da boa amizade. É intelecto e físico sendo trabalhado todo o tempo e, principalmente, o estímulo e culto ao berço brasileiro. Hoje, como Sargento da Aeronáutica, amanhã, Oficial do Exército. Tenho muito amor pelo azul, mas quero chegar lá, onde minhas raízes realmente começaram ainda no colegial, quando ingressei na Fundação Osório, escola comandada pela turma verde-oliva. Dois anos... Que o tempo é efêmero, não duvido, nunca duvidei. Talvez seja ele passageiro porque eu amo o que faço. Voar em céus brigadeiros é uma dádiva mesmo, mas eu nunca esqueci o gosto da lama, no inferno verde, frio e molhado!

Um comentário:

Inez disse...

Quando se ama aquilo que faz apesar do gosto da lama, das noites mal dormidas o tempo é passageiro mesmo.
Parabéns pelo seu texto que mostra o quando vale a pena fazer a opção certa de carreira.