domingo, 25 de março de 2012

Limpando a Casa

Faz uma eternidade que não escrevo aqui, muito mais por falta de tempo do que vontade. Para falar a verdade, não achei que voltaria a abrir as portas da casa. Esse blog, que nasceu no ano de 2004 e já recebeu diversas denominações, perdeu um pouco da graça diante da modernidade cibernética. E assim - mais ou menos assim - entre Facebooks, Twiters, Formsprings, Messengers e Orkuts, a gente vai matando a vontade de gritar mudo, abusando das palavras e do poder do cyberespaço. Faz mesmo uma eternidade! E como mudei nesse tempo, quanta coisa tenho vivido, um dia de cada vez. Lendo posts anteriores, chego a me surpreender com tantas mudanças. Nesse tempo, passei por períodos muito felizes e momentos incrivelmente tristes. Fazendo um balanço, sou grata à vida que tenho, pois percebo que existe felicidade nas coisas e nos momentos que passam desapercebidos na efêmera futilidade humana. Que riam os tolos, eu gosto mesmo é de simplicidade. O complicado não me atrai, não me convence. Outro dia estava levando choque em tudo o que tocava. Tirava tranquilamente meu serviço no quartel, quando levei um choque no fio do rádio. "Energia Estática", disseram. Preciso andar descalça com mais frequência e usar roupas de algodão. Quem sabe, talvez, caminhar despretensiosamente nas areias de uma praia? Tomar água de coco? Ver o pôr-do-sol? Jogar conversa fora?

Tristeza é não saber aproveitar o que a vida te dá de bandeja. E a vida dá tanta coisa, minha gente...

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