sexta-feira, 16 de fevereiro de 2007

. O Bom Filho à Casa Torna .

Enfim, de volta ao Rio de Janeiro. Depois de passar uns dias em Canoas, no Rio Grande do Sul - praticamente uma roça - por conta dos exames de saúde da Aeronáutica, voltei para a minha cidade que brindou-me com uma triste notícia: a morte atroz do menino João Hélio, que todo mundo soube e chorou junto com a família do pequeno. É, realmente estou na minha terra. O Brasil inteiro não tem mais jeito, mas acredito que o Rio está atingindo um ápice brutal de índices de violência. Renato Russo (em "Que país é esse?") já retratara perfeitamente o que nunca mudou e nem há esperança de mudar: "Nas favelas, no senado, Sujeira pra todo lado". A mãe de João Hélio dizia que essa atrocidade poderia ter acontecido com outros Joãos, o nome que certamente colocarei num filho meu, se o tiver um dia. Um filho que por vezes nem nos dá coragem de colocar num mundo onde o futuro é o medo dos limites da crueldade humana. Ficam aqui os meus pesares ao triste episódio, sem esquecer também que, há quatro anos atrás, a jovem Grabriela Prado Maia Ribeiro também fora vítima do sangue frio que corre nas veias da violência, quando uma bala perdida a atingiu num metrô carioca. Onde vamos parar, não sei. Com a justiça do nosso país, com a lei penal que favorece menores de idade, com a falta de segurança, a minha única certeza é que estamos patrocinando uma oficina de monstros, é que estamos cavando a própria cova. Quando coisas assim acontecem, páro e penso se a pena de morte não seria uma solução viável? Viável, talvez, mas fácil demais para assassinos tão cruéis. Este Post tinha de ser em solidariedade aos familiares do pequeno Joãozinho, esta criança inocente que agora encontra-se certamente, melhor do que nós e numa iluminação capaz de compreender e perdoar aqueles que lhe ceifaram a vida ainda em botão. Tenho certeza que para os que ficam, ele deixou uma grande lição.No próximo post, eu conto como foram meus dias no "Big Brother Brasil de Canoas" (depois explico), pois não poderia me calar diante disto. O Brasil está de luto. Vá em paz, João. E nós aqui ficamos, limitados à entender a ignorância daqueles que nascem, crescem, reproduzem e matam.

3 comentários:

Mariliza Silva disse...

É com muita felicidade que reencontro minha querida Carol!! Seja Bem Vinda ao mundo que praticamente você me apresentou! O mundo Blog!!

Te dou as mãos neste momento triste do nosso país, mas não podemos desistir de nós mesmo, nem de nossos decendentes!! Nossos filhos podem salvar este mundo!

Um beijão e some de novo não, viu!

Mariliza

Anônimo disse...

Queremos Big Brother Brasil Canoas!!!


Ass.: Café Solúvel

Alf. disse...

pois eh. pois eh...

que bom q ta de volta... ;* \o/