quarta-feira, 19 de dezembro de 2007

Sultões de Cabul

Essa semana terminei de ler “O Caçador de Pipas” de Khaleid Hosseini, depois de meio mundo já tê-lo lido. Fazia um bom tempo que eu não lia um livro por mero prazer e não simplesmente por obrigação, como aconteceu nos últimos dois anos, em que minha mesa andava abarrotada de apostilas de Direito, Contabilidade, Administração, Português e outras matérias dignas de arrepiar o ser humano mais frio.

Mas, como ninguém precisa estudar o tempo todo da vida inteira, me vi diante da possibilidade de finalmente matar a minha curiosidade de o porquê este livro ter se tornado um dos mais vendidos nos últimos anos: é sensacional. Chorei em alguns momentos, preciso dizer, assim como também, flagrei-me acabrunhada pelo término do último capítulo.

A leitura prende, não me lembro de quando terminei algum livro consideravelmente grande em apenas três dias. Hassan e Amir (personagens centrais da história) penetraram na minha vida nesses dias e tornaram-se parte dela, de tal forma que, mesmo fechando o livro e devolvendo-o à estante, senti como se uma visita muito querida estivesse indo embora depois de passar grande parte do tempo contando a sua vida e quando então, olhasse à minha volta, tivesse percebido o vazio que se instalara.

Experiência incrível essa que Khaleid Hosseini me proporcionou nesta viagem Afegã com estada nas cidades de Cabul, Jalalabad, Hazarajat, ensinando sempre que a amizade é planta que dá frutos para a vida inteira. O Caçador de Pipas é rico em detalhes da cultura do país, como crenças, conflitos étnicos, hábitos alimentares e acima de tudo, mostra aos leitores mais céticos que o Afeganistão nem sempre foi palco assombrado, o Afeganistão que a maioria dos jovens afegãos não chegaram a conhecer.

Enfim, Hassan e Amir, os Sultões de Cabul, como se denominaram em traços riscados no caule de um pé de romã, tornar-se-á uma história cinematográfica e claro, espero que menos decepcionante que a versão para o cinema de “O Código Da Vinci”. Inshallah!

Enquanto esperamos, aqui vai um aperitivo: Trailler .

12 comentários:

Rharry Belloti disse...

Já ouvi muito falar nesse livro também!! Tenho vontade de ler mas não conheço ninguém que tenha...é sempre assim, os livros que quero ou ninguém tem ou não dá pra eu comprar...
Beijo.

Antonio † disse...

já tinha ouvido falar no livro...
e como a rharry eu simplesmente nunca vi ele em lugar nenhum.
só vejo falar dele pela internet mesmo...
huahuea
parece bom, só pelo nome xD

inshallah ;*

Eu... e os Cogumelos também disse...

Esse livro é maravilhoso. Um dos únicos que me deixou deprimida. Amei a história. Mas o filme deve ficar uma merda, que nem o código da vinci. Achoq ue não vou nem assistir
(sempre falo isso, mas acabo assistindo)

xD

beijoo

Tati BMB disse...

Também adorei "O caçador de Pipas", mas realmente não espero sua versão cinematográfica. Prefiri engatar "Cisnes Selvagens" uma viagem pela China tão emocionante quanto, e me contentar com o ótimo "O senhor da guerra", que trata da desgraça humana de modo que faz "O jardineiro fiel" parecer brincadeira de criança.

Ingrid disse...

também ja tive essa vontade de lê-lo e ainda não o fiz.
e agora fiquei com mais vontade ainda! ishashaiuh

:]

Kemp disse...

Taí!!!!!!!
Boa dica pras férias!
Abração!
Kemp

Everaldo Ygor disse...

Olá!
Belo blog e ótimo post!
O caçador de pipas...
Um retorno em nossas infancias, o valor das amizades, lugares, estradas e simplesmente a Vida!
Abraços
Everaldo Ygor
http://outrasandancas.blogspot.com/

Johnny M. disse...

Eu não li esse livro e sinceramente não tenho vontade de ler. Sou avesso a esses eleitos pela moda.

Nathy disse...

Também AMEI esse livro e juro que não vejo a hora de sair o filme. Parabéns pelo blog. Gostei muito!! Beijos.

www.pensamentos-bynathy.zip.net

j disse...

bem pessoal -
www.webtecnologias.blogspot.com

Edson Marques disse...

Ainda não li O caçador de pipas... Mas, sobre Afeganistão, e também um belíssimo romance, li há uns dez anos "Cravanas", de James Michener. Uma americana que opta pelas "loucuras" de viver nesse país maluco e seco. E surpreendente.


/// Abraços, flores, estrelas..

Mardone disse...

Eu acabei de ler esse livro nessa sexta feira,é emocionante, uma história que é difícil de esquecer, todos podem se identificar com o personagem, pois todos cometemos erros...