domingo, 31 de janeiro de 2010

Anti-Heróis

Que bonzinho, que nada! É engraçado, mas tenho uma queda irrefutável por tipos excêntricos. No ano passado, quando estive passando uma temporada em Belo Horizonte, passou por mim um grupo de caras que a maioria das pessoas intitularia como “estranhos”. Para mim, um “estranho” é aquele tipo de gente que você olha e se sente ameaçado, como alguém que pareça ser um bandido, digamos assim, o que não era o caso. Tratava-se de jovens que se vestiam rebeldemente (e ainda assim se diferenciavam de roqueiros e punks) e transitavam pela Praça Raul Soares já bem tarde da noite. Fiquei olhando naquele misto de admiração e curiosidade. Acho que nunca falei isso aqui no blog, mas existem dois personagens de filme que despertam e instigam minha imaginação. Falando num português claro, eu “pagaria um pau” para esses abaixo, caso não se tratasse apenas de enredo de cinema:

Alex De Large – Cínico, irônico, hipócrita, transgressor, genial, poético, intrigante. Ele é o personagem principal do clássico filme “Laranja Mecânica”. Quem é que nunca viu? O visual dele não é tão bacana, mas possui um olhar muito expressivo e um sorriso quase maquiavélico. Adoro as suas gírias nadsat (termos eslavos e palavras rimadas que exigem dedução para o entendimento) e a maneira como se transforma de bom moço para punk rebelde num piscar de olhos. Perturbador e único.



Willy Wonka – Apesar de tratar-se de um personagem infantil, Willy Wonka é apaixonante. Anti-social, irônico, sarcástico, dono de uma risada estranha e um jeito absurdamente encantador. Adoro o estilo dele, a forma de se vestir e a maneira como se expressa. Há quem diga até que o Wonka se aproximava muito das características de Michael Jackson, pela sua excentricidade e aparência bizarra.




Sweeney Todd – O barbeiro da Rua Fleet é um perfil um pouco mais assustador, mas igualmente excêntrico. Gosto do jeito misterioso dele, principalmente por saber que quem lhe dá vida é o ator Johnny Deep. Em todo o caso, acho fantástico (Principalmente a calça risca de giz!).





Supla – Só para mostrar que excêntricos-estilosos não existem apenas no cinema!






Enfim, como dizem por aí que gosto, política, futebol e religião não se discutem, continuo defendendo a minha tese de que, sejam punks ou não, rebeldes ou não, os homens que sabem se vestir, sabendo ousar sem medo, acabam aguçando algo de inexplicavelmente curioso em mim. Até mesmo porque, quando sabem arriscar, os homens conquistam um ar que não fica tão legal assim em mulheres. Afinal, nada como atiçar os sentidos femininos, não é? De mesmice, o mundo está é mesmo cheio...

5 comentários:

Pobre esponja disse...

Do Supla não curto o som, mas acho o cara autêntico - vou com a cara dele. O Wonka é muito bom também.
O problema deles é que eles são homens, e de homem basta eu, hehe

bj
Pobre Esponja

kekoblogger.com.br disse...

Otimo blog!

Laura Gelbecke disse...

Também sou assim, mas vc esquece de um personagem excentrico, tb do J.D., q sou totalmente louca: Capitão Jack Sparrow. Ele é tudo de bom!

Rafael Ramos disse...

Nada como um homem que sabe ser homem né moça? auhauhauahua
Falta muuuuuito homem assim! Se tivesse mais homens como esse, teriam também muito mais mulheres sem reclamar dos que tem em casa xD

Neuro-Musical disse...

Ainda não sei porque a sociedade não se acostumou com tipos excentricos. É algo tão normal hoje em dia, mas choca!

http://cerebro-musical.blogspot.com