
E assim foi julgado. Sem saber o porquê. Sem entender as razões. E será que elas, as tais razões, existiam? Na cabeça de quem julgava, sim. Havia mil explicações. Algumas delas simples, curtas, diretas. Outras complexas, tediosas, difíceis. E ali, parado, apenas ouvia. E continuava sem entender. Será que era isso mesmo o que diziam? Será que era impossível interpretar a profundeza daquele olhar? Será que não existe um dia após o outro dia? Será que...
... Ninguém percebia?
E assim foi condenado. Ignorava a defesa, não conhecia bem as palavras. Elas separavam-se muito bem nos pensamentos, mas ficavam presas na garganta, sendo obrigado a degustá-las uma a uma. E suportava pacientemente, enquanto um turbilhão de desaforos brotava na ponta da língua. E ali ficavam, sem sair. Novamente conhecia o sabor amargo de engolir suas próprias verdades. Será que isso mudaria um dia? Será que reconheceriam seu talento? Será que depois do inverno, não surgem flores na primavera? Será que...
... Haveria chances de provar quem era?
Entender. Era somente isso o que fazia. Sempre entender as razões pelas quais o julgavam. Para todo o mundo inteiro existiam tempos difíceis. Para ele não poderiam existir dificuldades.Tentava compreender que deveria ser benevolente e nadar contra a correnteza de imperfeições do mar que o afogava. É bem verdade que às vezes não conseguia, mas tentava. E isso já era muita coisa, pois nunca o tentavam entender e era justamente isso o que ele tanto buscava: um pouco de compreensão. Será que era possível? Será que não era muita utopia? Será que...
... Ninguém percebia?
E assim foi condenado. Ignorava a defesa, não conhecia bem as palavras. Elas separavam-se muito bem nos pensamentos, mas ficavam presas na garganta, sendo obrigado a degustá-las uma a uma. E suportava pacientemente, enquanto um turbilhão de desaforos brotava na ponta da língua. E ali ficavam, sem sair. Novamente conhecia o sabor amargo de engolir suas próprias verdades. Será que isso mudaria um dia? Será que reconheceriam seu talento? Será que depois do inverno, não surgem flores na primavera? Será que...
... Haveria chances de provar quem era?
Entender. Era somente isso o que fazia. Sempre entender as razões pelas quais o julgavam. Para todo o mundo inteiro existiam tempos difíceis. Para ele não poderiam existir dificuldades.Tentava compreender que deveria ser benevolente e nadar contra a correnteza de imperfeições do mar que o afogava. É bem verdade que às vezes não conseguia, mas tentava. E isso já era muita coisa, pois nunca o tentavam entender e era justamente isso o que ele tanto buscava: um pouco de compreensão. Será que era possível? Será que não era muita utopia? Será que...

... Alguém o compreenderia como ele fazia?
15 comentários:
Um bom texto cujo tema é a solidão.
No fundo, estamos sempre sós.
E as perguntas, inevitáveis, amontoam-se. Quem pode responder?
adorei seu blog! =D
Os textos sao muito bonss
prendem a atençao da gente
nem da preguia de ler
ehehe
:)
s-u-y.blogspot.com
Eu não conhecia o seu blog. Muito bom. Gostei dessa montagem também. Acho que tudo depende de nós, mas muito coisa não é bom procurar entender, pois podemos ficar loucos, por isso devemos deixar algumas coisas de lados, pois o tempo as vezes poderá nos dar a resposta.
Uau.
Soube usar as palavras certas.
E as imagens certas também.
Esse post está impecável, parabéns.
Como diz a velha frase, estilo para-choque de caminhão: "No final é apenas nós, contra nós mesmos".
Compreensão, entendimento e até amizade é algo que se torna cada vez mais raro de achar.
Comenta lá:
And I Said Goddamn!
è mesmo bom testo
Adorei as fotos. Mas o texto também ficou muito bom, apesar de um pouco rebuscado demais para o meu gosto. Enfim. Tá bom, sim.
comentario sobre o blog...
Adorroo essa musica hehehehe... e a imagem ta com problema, ela ta linkada... no mais... abraços
parabens pelo blog Caroline
Cisco
http://borarir.blogspot.com
E quem procura compreender os outros no nosso mundo atual, moça? Aliás, será nós mesmo nos entedemos?
Adorei o texto.
Beijo meu.
Adorei seu blog...Muito bem escrito..
Pena que tem pouco divulgaçao =/
abs
O pré-julgamento que temos o hábito de fazer detona toda possibilidade de vivermos em harmonia com as pessoas.
Mas o adeus não era para o blog não, viu? ;)
... às vezes a compreensão vem de onde menos imaginamos....
Saudações!
E não é só questão de entendimento. De tentar olhar o indivíduo.
Ele também é ativo na história, como diria Nietzsche sobre o niilismo ativo.
Cada vez mais pessoas assim aparecem, creio eu, como a ponta d'um iceberg.
texto que deixa a gente inquieto ao ler hehehe
=*
Eu acho que ninguém o compreenderia... como ninguém me compreende... nem eu mesma me compreendo...
Postar um comentário