quinta-feira, 31 de maio de 2007

Fatos Bizarros do Cotidiano Parte II - A Saga continua.

A noite está chegando e desde a hora do café da manhã você sabe que um compromisso lhe aguarda: o supermercado. Porém, sua preguiça lhe arrasta até o momento em que não mais dá para adiar. E então, você nem se apruma muito para ir e sai, notando que, fatidicamente, começa a chuviscar e um pequeno presságio de que pode desabar um temporal assola os seus pensamentos. Só que você, moço ou moça otimista, afirma para si que é apenas uma pequena nuvem e prossegue seu caminho, afinal de contas, voltar para casa e pegar "sombrinha" (no linguajar dos antigos), era só uma grande perda de tempo, guarda-chuvas nunca evitam você de se molhar mesmo.

Então enfim, chega ao supermercado sã e salva, andou rápido, não sabe se pela chuva ou pelo frio. O importante é que molhou-se pouco e zombou daquela chuva que apareceu somente no momento em que pisou os pés fora de casa, depois de um dia quente de sol. Compra o que deve, pega uma caixa de leite furado que derrama em sua perna e ouve piadinhas (Ah, os homens, sempre eles, claro!) e ruma ao caixa rápido, que na verdade de rápido só tem a vontade de serem lerdos.

Enquanto aguarda sua vez, ouve barulhos de trovoadas e de repente, a vingança dos astros: uma tempestade que daria inveja a qualquer filme de Hollywood, que colocaria Spielberg no chinelo. Conforma-se por segundos e afirma que é outra nuvenzinha, nada mais do que isso. Passa pelo caixa, embrulha suas coisas e mais calma do que nunca, segue seu caminho até a saída do mercado, já lotada de pessoas que aguardavam o temporal apaziguar.

Um detalhe muito importante são pessoas que se aglomeram no mais ínfimo metro cúbico que pareça uma marquise. Elas teimam em manter seus guarda-chuvas abertos, mesmo debaixo de uma cobertura. E podem acreditar que quando essa marquise é a de um supermercado, a coisa pode ser muito pior: primeiro que você precisa atravessar um verdadeiro corredor polonês de sacolas, carregando as suas, que enroscam nas outras, enquanto se desvia de pontas de chapéus e o velho mix de murrinha, além dos motoristas que teimam em parar proximo à cobertura para deixar alguém, porque de fato, ninguém quer se molhar.

Finalmente você acha um pequeno espaço entre a multidão e se acomoda, aguardando o tão sonhado momento em que o temporal vá embora, convencendo-se que realmente não se tratava de uma pequena nuvem. Era uma senhora nuvem. Na verdade, uma imensa nuvem. Uma PUTA nuvem. Enquanto aguarda, como passatempo, você resolve observar seu vizinho de espaço e repara que são três garotos.
Depois de uma quase discussão, resolvem que um iria pegar o carro, estacionado na chuva, a uma boa distância de onde estavam. Os outros dois ficam. Enquanto o primeiro vai buscar o veículo com a brilhante idéia de segurar uma mísera folha de jornal sobre a cabeça, os outros dois lembram que existe um "macete" para ligar o carro. Um deles sai correndo atrás para ajudar. Entra no carro e depois de já estar dentro do veículo, sai e retorna até a marquise superpopulada, falando para o outro que já resolvera o problema. Sinceramente, eu fico pasma com a capacidade intelectual das pessoas.

Enfim, você já está lá, absorta com os acontecimentos, quando indaga se algo mais pode dar errado naquele dia. E pronto, um pequeno estrondo e as luzes se apagam, era o fim: você estava na rua, que visivelmente alagava e no escuro. Com pessoas estranhas. Num lugar estranho. Sem meios de voltar para casa, a não ser retornar ao mercado, comprar um bote e regressar remando. Se tivesse dinheiro, é claro.

Definitivamente, não era seu dia de sorte, mas eis que surge uma luz ao final do túnel. Em meio à muvuca de homens, mulheres, crianças e tudo o mais que se possa imaginar,inclusive casal se beijando, porque devem achar assim, super excitante e romântico um temporal de amor, você avista um rosto conhecido. Sim, era sua vizinha. E logo ela lhe acena. Você corre até ela como se avistasse o Santo Graal. Internamente escuta o Tema da Vitória. PAM PAM PAM! E ouve quase que uma música aos seus ouvidos: - vou chamar um táxi, vem comigo. E é lógico que você vai, mesmo que saiba que está dentro do estacionamento do mercado e que táxis ali, só os que trabalham para o estabelecimento, que a esta altura do campeonato, estavam em corridas. Uma hora a mais de espera por um táxi vazio e pronto, agora estava de frente para o Papa, nunca admirou tanto um táxi na vida.

Entre ruas alagadas você delira pensando na possibilidade em andá-las todas a pé e dá graças à Deus por ter uma vizinha que também detesta guarda-chuvas.
E continuo dizendo, como falei no post anterior: de uma vez por todas, eu preciso aprender a dirigir.

8 comentários:

Marcelo disse...

Tadinha da Carooooooooooolll..
Se eu estivesse por perto te dava uma carona, viu? =)
Quem manda não levar a "sombrinha"? hehehe
Aff, essa situação já aconteceu muito comigo. Exatamente como descreveu, no supermercado, caixa rápido, chuva, gente aglomerada..
Um horror.

Beijos, menina linda.
(realmente bela, a moça)

* Tinker Bell * disse...

Olá
Encontrei seu blog por acaso e achei ele bem legal.
Parabéns pelo teu espaço!

Ataualpa S.Pereira disse...

Lembre-se das Leis de Murphy! Um carro ilhado na chuva também não seria nada agradável!

Ok, não foi engraçado.

Um abraço, moça!

Mapa do meu nada disse...

hauiahaiuahiuahiauha
comigo uma stuação dessa terminaria num bom banho de chuva.
haiuahaiuhaiuahauiha

imagine s todas as pessoas dirigissem, haveria engarrafamento em todas as esquinas


=D

ana lemos disse...

kkkkkkkkkkk
precisa mesmo aprendee a dirigir!!
já é um caso de vida ou morte!!

B. disse...

Murphy é um filho da puta!

E tenho dito.

Sebastiao Moura disse...

Essa vida de pedestre...!

Alf. disse...

uahauahauhauaha

tem que tu carol... uahuahauahuahauahuah

realmente c precisa aprender a dirigir... uehueheuhe bjooo;*