quarta-feira, 17 de janeiro de 2007

Sem Querer

Rio de Janeiro
Das belezas naturais
Do que adianta tudo isso
Se lhe falta a paz?

Rio de Janeiro
Terra do sol e do mar
Samba o ano inteiro
E notícias pra estampar

Rio de Janeiro
Das mulheres bronzeadas
Das camisas suadas
Da baía ensolarada

Rio de Janeiro
Que um dia achei perfeito
Meu grande Rio festeiro
Será que não tem mais jeito?

Quando você acorda ouvindo o pipocar de tiros de algum morro distante, você entende porque poesia nasce “sem querer”.

2 comentários:

Mariliza Silva disse...

Carolzinha

Já estava com saudades de te ler.

Você não tem idéia de como este texto me tocou... é a pura realidade poetisada.

Adorei, Carol e estou contigo no pezar do que o Rio está se tornando.

Beijão de Minas

Mariliza

Lanark disse...

Tá foda mesmo, nessa terça, quando incendiaram os dois ônibus perto do Pedregulho, eu tava num ônibus que fazia caminho por lá! Por uma tremenda sorte uma moça avisou o motorista, e ele pegou um desvio...


Enfim, belo poema.