segunda-feira, 2 de novembro de 2009

Impossível não falar das flores...

Não gosto de cidade do interior, definitivamente. Esse lance de muito verde e ar puro e passarinhos cantando, whiskas blá blá blá é conversa para boi dormir. Ou conversa de quem nunca passou uma temporada em grandes cidades. Nasci cinza e urbana. Gosto de gás carbônico, meu pulmão se acostumou a ele e meus ouvidos se adaptaram ao ruído das capitais. Se isso é bom ou ruim, não sei dizer. Só sei que aprendi a escrever muito cedo porque queria inventar o meu mundo. Publiquei minha primeira história aos treze anos e desde então não consegui mais parar. E penso que, as pessoas, para escrever, precisam sair do interior. Imagina só um monte de gente que nem nunca provaram do sal do mar, de repente acordam e abrem suas janelas: estão morando no centro da Avenida Nossa Senhora de Copacabana, no meio da muvuca. Quem é que não se inspirará por toda uma vida? E para refrescar meu estoque verborrágico, saí do interior para rever minha terra natal.

Feriado de Finados no Rio de Janeiro não faz sol. Não adianta fazer mandinga para Santa Clara e nem colocar clara de ovo na janela que não funciona. E, como carioca que se preza não gosta de dias nublados e não fica dentro de casa, o jeito é se render à máfia-center e escolher um shopping para ir, de acordo com o que você prefere ver. Digo isso porque alguns shoppings são pontos de encontro de roqueiros, outros de artistas, outros de surfistas e por aí vai... Eu não tenho muita paciência para passeios “fechados”, mas fui mesmo assim às compras. O Rio está lindo e cheio de novidades sendo preparadas para 2016. Acredito muito nessa cidade apesar dos pesares. E cheguei à seguinte conclusão: embora exista violência e ainda que ela seja estampada de forma tão taxativa nos telejornais do interior, percebo que ainda há alegria no olhar e nos gestos de um povo que vive o hoje. Simplesmente porque acham que viver amanhã já é muito tarde... Até mesmo porque a violência já consumiu o planeta terra inteiro. Mas não é o planeta terra inteiro que pode fazer uma caminhada no Alto da Boa Vista, por exemplo.

Dizem que o povo carioca é festeiro. Pudera... a gente sempre vira o ano na beira da praia, rompendo fogos e champagnes sob a proteção de Iemanjá. Quem é que não vai ser feliz assim?






4 comentários:

~*Rebeca e Jota Cê *~ disse...

Adorei!

Nova Quahog disse...

aheheahae
muto bom eemm?
MUTU BOM!

Nova Quahog disse...

MUTU BOM HEINN?
MUTUUUUUUUU BOOOOOOOOMM!

Fábio Flora disse...

E não é que hoje, Dia de Finados, fez um tremendo sol? Quem diria... Abraços e sucesso com o blog!