quinta-feira, 19 de novembro de 2009

Na vitrola...

Quando você é militar, acaba se submetendo à algumas coisas como ficar imóvel debaixo de um sol de meio-dia para homenagear a Bandeira Nacional. Ok, tudo muito lindo, uma causa até nobre se você não começasse a ter vertigens meio psicodélicas. Sabe televisão quando fica fora do ar? Acrescente aí alguns pontinhos verdes piscantes, uma leve sensação de dormência e surdez. E eu nem bebo. Foi mais ou menos dessa forma que enxerguei o mundo hoje e, para desestressar, nada como ouvir música. Falemos delas, pois.

Eu estava aqui pensando em como as músicas fazem parte da nossa vida meio que sem querer. Às vezes escuta-se num lugar qualquer e ela fica martelando dias na cabeça até fazer lavagem cerebral (é desta forma que cd's são vendidos, que músicas são baixadas e que o Youtube fica lento). Ou então marcam época, sonhos, vontades. Eu sei lá. Só sei que desde pequena levava meu “walkman” (ui...) nas viagens porque não curtia muito o silêncio. Hoje ouço meu MP3 quase todos os dias antes de dormir. E tenho algumas preferidas, é claro. Sei também que passamos por fases musicais. Isso, obviamente, conclui que um adolescente rebelde que escuta rock pesado pode muito bem se tornar um idoso que curta música clássica e deteste adolescentes rebeldes que escutam rock pesado. Todo mundo tem lá seus momentos. E por saber que a vida tem trilha sonora, compartilho um pouco das canções que considero parte da minha história.


Elton John. Não que eu escute todas as músicas dele, mas Sacrifice é uma canção que todo mundo já ouviu alguma vez na vida. E fala de amor. Nem todas as canções de amor são bonitas. Essa, pelo seu significado, dificilmente não estaria nos meus prediletos.

"E não é sacrifício nenhum
só quero uma simples palavra
Somos dois corações vivendo
em dois mundos separados."


Pet Shop Boys. Gosto de quase todas as músicas deles, mas Go West tem um gostinho especial pelo tema que retrata. Há certa referência ao socialismo, comunismo, talvez. À primeira vista, parece uma apologia ao sistema soviético. Gostava dela antes mesmo de entender seu significado, depois que descobri a tradução achei audacioso e tive ímpetos de fugir, também, para o Oeste, tamanha convicção da letra.
"Vá para o Oeste!
Lá a vida é tranquila
Vamos para o Oeste
Eu e você, meu amor."


Bob Marley. Essa é uma música do bem. Com algumas letras desse cara dá pra relaxar e tal. O reggae é legal de se ouvir em alguns momentos, embora não seja minha maior opção. Three Little Birds pelo seu trecho “Cantando não se preocupe com nada, pois se não se preocupar com nada, cada pequena coisa vai ficar bem?” Não é quase consolador escutar isso nos corre-corres da vida que nos deixam de cabelos em pé?


Bon Jovi foi um icone na minha juventude. Não tenho o que dizer dessa música, simplesmente curto e não canço de ouví-la, talvez porque eu também seja sempre mal-interpretada!

"Será que eu devia
Será que eu podia
Ter dito coisas erradas
Milhares de vezes?"


Na verdade, curto muito mais artistas e músicas nacionais, no entanto, o repertório seria grande demais para esse blog. Deixo isso para a próxima vez. Até logo, blogueiros, recolho-me aos aposentos para escutar mais músicas.

2 comentários:

Ana disse...

De todas as música não me recordo muito da do Pet Shop Boys, mas são realmente boas.
Adoro Bon Jovi e é muito bom curtir Bob Marley para distrair.

Parabéns pelo blog, gostei da forma como escreve!!!
E obrigada pelo comentário.

Volte sempre

Mônica Costa disse...

Eu sou uma pessoa que adora ter trilhas musicais para tudo. Ando de onibus e penso em uma. Penso em alguém e cada uma pessoa que eu penso vem juto com uma música. Sento tem uma música, levanto e vou a luta e já vem outra. Sou uma vitrola ambulante, ainda bem, pois assim me sinto menos sozinha.

Belo blog!