Ziraldo
Dia desses, navegando por terras Orkutianas, conheci uma comunidade que falava dos brinquedos da minha geração. E quando falo em geração, refiro-me à infância dos anos oitenta e início dos noventa. Eu sei que meus incautos leitores irão dizer: “Nossa, mas que assunto clichê! Todo mundo pensa que seu tempo era o melhor.” Pode até ser que a geração dos anos cinqüenta tenha sido melhor do que a dos anos sessenta e essa melhor do que a de setenta e por aí pára. Simplesmente porque, no quesito criança, é quase indiscutível que a geração 80 viveu uma realidade inesquecível. E isso é fácil comprovar perguntando para qualquer um que tenha lá seus vinte e poucos anos. Nasci em 1984. Hoje, na minha idade atual, curtindo ainda muitas coisas infantis e gastando uma parcela salarial em brinquedos e especialmente coleções antigas, faço questão de proporcionar à minha sobrinha, por exemplo, uma infância menos enganosa. Por que enganosa? Porque lamento muito por crianças que pensam que se divertem com jogos eletrônicos (e muitas vezes agressivos), computadores ultra-equipados, passeios em Shopping Centers ou novela das oito. Sim, porque eu acho assustador ver criança assistindo novela de “gente grande”, uma vez que nem eu mesma consigo assistir. É por essas e outras que agora quero fazer um passeio no túnel do tempo. Se recordar é viver, quero viver de novo a sensação indiscutível de puerilidade e liberdade que existia nos jovens corações. Porque não há jeito de voltar atrás. Porque é impossível exigir que atualmente as coisas sejam como eram antes. E porque a infância não é eterna, infelizmente passa. Entremos na Máquina do Tempo. Vem comigo?
Quem nunca comeu um desses caramelos que atire a primeira pedra! Eu me lembro que minha avó comprava uma porção deles e eu comia um atrás do outro, sem pestanejar. Ele tinha um sabor inconfundível e sua embalagem clássica deixou saudade. Hoje as crianças chupam caramelos? Não, chupam Halls. E preta. Isso me causa medo.

Chocolate Lollo. Hoje em dia ele vem numa caixinha de bombom da Nestlé e é conhecido como Milkbar. Seu sabor, infelizmente, não é mais o mesmo também.
Cigarrinhos de Chocolate. Politicamente incorreto né? Mas a gurizada gostava de tirar onda com ele, mesmo na inocência do “não saber” o mal que cigarro realmente faz. Era bom imitar os adultos, na época, influenciados pela mídia dos Marlboros.

Mola Maluca. Quem é que nunca a colocou no topo de uma escada só pra vê-la descer os lances todinhos? E quem é que não acabou quebrando-a ao tentar estica-la demais?
Essas canetinhas da Playcolor também deixaram saudades. Elas vinham com uma canetinha branca que apagava a cor das outras. Era bom, pois assim a gente podia “borrar” à vontade e fazer efeitos muito legais nos desenhos.
Lango-Lango. Eu tive um boneco desses. A gente colocava a mão dentro dele e ficava manejando dois botões, que tinham a função de fazer o Lango-Lango dar socos, como lutador de boxe.
Esse é o Murphy. Diz minha mãe que eu tinha medo desses macacos. Não lembro disso. O que me recordo é de um Natal onde provavelmente fora combinado com uma vizinha de tocar a campainha lá de casa à meia-noite. Abri a minha caixa e tinha um Murphy lá dentro. A gente apertava a barriga dele e ele emitia um som tipo arroto.
Esse é o famoso Pirocóptero. A gente chupava o pirulito e torcia para que ele acabasse logo para ficarmos girando o palito no ar depois. Uma vez, quando fizemos obra na casa em que morávamos e eu já era adolescente, achei um pirocóptero enterrado no chão! Quanta história aquele brinquedinho não devia ter... Pogobol. Esse eu me recuso a falar. Sabe aqueles recalques infantis? Sempre quis ter um e minha mãe, precavida do jeito que era e conhecendo a filha que tinha, não me deixou ter um desses. Pôxa. (PS: O Blogger é site de Malandro e encrencou com o minha imagem do Pogobol. Que CUUU).
O clássico. Falar dos anos 80 e não citar este cara é o mesmo que falar do Rio de Janeiro e não citar praias. Fui uma fã de vídeo-games. Comecei com este rústico Atari, passando por outras variações do mesmo, tive um Master System, um Mega Drive e um Nintendo. Aí cresci. Lembro dos “Jogos de Verão”, do “Enduro”, “Pac-Man”, “River Raid” e um bonequinho que ficava 

pulando em blocos de gelo na neve. Até hoje me lembro do barulhinho chato que tinham esses games e de quando era preciso “soprar” a fita para ela funcionar.
Quantas tardes felizes passaram na minha infância cercada por essas coisas que, na época, eram novidade e faziam a alegria da criançada. Quanta saudade tenho das brincadeiras no quintal, na piscina, na rua. Essas lembranças aí de cima não são 1% do que minha geração viveu. Nós fomos o público do Topo Gigio, Vovó Mafalda, Bozo. Fomos baixinhos da Xuxa, víamos nossas mães assistir Note & Anote, crescemos assistindo Carrossel, Tom & Jerry, Picapau, Punky – a Levada da Breca, Alf, Família Dinossauro, Smurfs, Muppets Babies. Fomos crianças de passar as tardes brincando com o Forte Apache, torturando soldadinhos de plástico, montando casas inteiras com Lego e Playmobil, fazendo do tanque de lavar roupa, o clube e a piscina da Barbie, brincamos de massinha. Fomos crianças de encontrar joaninhas e “bicho-fedorento” nos quintas. Colecionamos figurinhas, jogamos gude, bafo-bafo, mico-doido. Tomávamos sacolé e fazíamos muita caligrafia na escola.
Eu não sou nostálgica, apesar de parecer. Apenas sinto-me na obrigação de me revoltar com um mundo onde se acabou a fantasia, os sonhos, as brincadeiras de crianças. Talvez sejamos nós que tenhamos construído isso. Hoje, vejo bons cientistas, curas de doenças sendo encontradas, especialistas e inventores. Todos eles cresceram comigo. Como serão os adultos do futuro que hoje crescem cercados de excessiva proteção, falta de liberdade e entrada precoce na adolescência? Como serão os adultos do futuro, filhos de famílias desestruturadas, de pais e mães desnaturadas? Criados por avó?
Quantas tardes felizes passaram na minha infância cercada por essas coisas que, na época, eram novidade e faziam a alegria da criançada. Quanta saudade tenho das brincadeiras no quintal, na piscina, na rua. Essas lembranças aí de cima não são 1% do que minha geração viveu. Nós fomos o público do Topo Gigio, Vovó Mafalda, Bozo. Fomos baixinhos da Xuxa, víamos nossas mães assistir Note & Anote, crescemos assistindo Carrossel, Tom & Jerry, Picapau, Punky – a Levada da Breca, Alf, Família Dinossauro, Smurfs, Muppets Babies. Fomos crianças de passar as tardes brincando com o Forte Apache, torturando soldadinhos de plástico, montando casas inteiras com Lego e Playmobil, fazendo do tanque de lavar roupa, o clube e a piscina da Barbie, brincamos de massinha. Fomos crianças de encontrar joaninhas e “bicho-fedorento” nos quintas. Colecionamos figurinhas, jogamos gude, bafo-bafo, mico-doido. Tomávamos sacolé e fazíamos muita caligrafia na escola.
Eu não sou nostálgica, apesar de parecer. Apenas sinto-me na obrigação de me revoltar com um mundo onde se acabou a fantasia, os sonhos, as brincadeiras de crianças. Talvez sejamos nós que tenhamos construído isso. Hoje, vejo bons cientistas, curas de doenças sendo encontradas, especialistas e inventores. Todos eles cresceram comigo. Como serão os adultos do futuro que hoje crescem cercados de excessiva proteção, falta de liberdade e entrada precoce na adolescência? Como serão os adultos do futuro, filhos de famílias desestruturadas, de pais e mães desnaturadas? Criados por avó?
Não sei se quero ficar bem velhinha para ver o que vai acontecer. Mas enquanto puder manter viva a lembrança de uma época feliz, incrivelmente feliz, assim o farei.





4 comentários:
É bem como vc disse, acho q não importa em q década foi nossa infância, sempre vamos ter recordações inesquecíveis!
Adorei. Bjo
Essa nostagia é realmente impressionante! São lembranças que valem sim ficarem bem reservadas em nossa cabeça!
Nossa infancia será bem melhor do que a dos nossos filhos, que por mais esforço que façamos, acabaram de uma forma ou de outra, escravos da teccologia...
Adorava aqueles caramelos, impresisonante como o tempo passa, nem lembrava mais, agora Atari é eterno, semnpré será o rei dos videogames, parabéns pelo suadoso post.
BLOGdoRUBINHO
www.blogdorubinho.com.br
www.twitter.com/rubenscorreia
Lollo! Será que não existe mais- eu não acho!! Nossa, a saudade veio pelo estômago e a saliva agora...
Atari é clássico, jogo até hoje!
até
Pobre Esponja
Postar um comentário